Violenta é esta política

A ideia de que o PCP pela linguagem que utiliza estará a «instigar à violência», como insinuou o primeiro-ministro, foi também rejeitada de forma categórica pelo líder parlamentar comunista, que deixou simultaneamente a certeza de que não abdicará de combater toda a violência oriunda do Governo e sua tentativa de limitar direitos como o direito à greve ou ao protesto.

«Nem o primeiro-ministro nem ninguém vai calar o PCP sobre as consequências dramáticas da política que o Governo está a seguir», enfatizou Bernardino Soares, falando aos jornalistas, após o debate quinzenal.

«O PCP rejeita a violência na contestação e na indignação popular e rejeitará qualquer tipo de violência, sobretudo a violência que provavelmente será instigada por alguns dos que querem defender esta política, tal como tem acontecido em outros países», esclareceu, antes de reafirmar que o PCP «não aceitará que, com base em ideias de um Governo desorientado e acossado, se imponha quaisquer limitações aos direitos de greve, manifestação e de protesto, que são justíssimos, dos trabalhadores e do povo português».

 

 



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