O drama da exclusão e da pobreza
A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP exige a adoção de um plano de emergência para acorrer às situações de pobreza e exclusão social, que não param de se agudizar no distrito. Numa nota de dia 28, o Partido salienta que o desemprego, os baixos salários e pensões e os brutais cortes em importantes prestações e apoios sociais estão a repercutir-se num «generalizado empobrecimento de quem tem como única fonte de rendimento o seu trabalho ou a sua reforma».
Trata-se, resume, de um «quadro social que mostra que o actual Governo está a atacar quem menos tem, deixando sempre intocáveis as grandes fortunas e os grandes lucros dos grupos económicos e financeiros». Graças a estas opções, a economia da região está a ser fortemente afectada, com o desemprego a aumentar para níveis insuportáveis (a taxa é, no distrito de 20 por cento, cinco pontos acima da média nacional», realça o PCP, referindo-se ainda ao dramático impacto dos cortes em prestações sociais como o abono de família ou o Rendimento Social de Inserção.
O PCP defende, antes de mais, o recenseamento urgente das situações de pobreza extrema existentes, bem como das famílias que vivem sem água e sem luz e do número de pedidos de prestações e apoios sociais que, no distrito do Porto, foram indeferidos, e análise das razões do indeferimento.
Conhecidas e resolvidas estas situações, os comunistas do Porto defendem ainda a criação de um programa de intervenção nas sub-regiões interiores (zona do vale do Ave, do vale do Sousa e do Baixo Tâmega), de apoio social, requalificação profissional e diversificação da indústria; o aumento geral dos salários e pensões, o reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, a revogação da nova legislação do arrendamento, justamente conhecida por Lei dos Despejos; e a construção e/ou adaptação urgente de equipamentos sociais para apoio às famílias (creches, centros de actividades ocupacionais, centros de dia, serviços de apoio domiciliário, lares, etc).