Terroristas não poupam jornalistas
Dois jornalistas sírios foram executados por grupos terroristas durante o passado fim-de-semana. No sábado, a vítima dos bandos armados foi o responsável pelo departamento de notícias nacionais da agência síria de notícias, Ali Abbas, assassinado na sua casa, situada nos arredores da capital, Damasco.
Já esta segunda-feira, a estação de televisão pública al-Ikhbariya informou que um dos três membros da equipa de reportagem, raptada sexta-feira, na localidade de Al Tal, foi executado pelos sequestradores.
O operador de câmara Hatem Abu Yehya foi martirizado, mas os dois jornalistas que o acompanhavam encontram-se bem depois de dois dias de cativeiro, informou a emissora.
O canal al-Ikhbariya foi alvo nas últimas semanas de vários atentados perpetrados por mercenários. Uma explosão nos estúdios de Damasco matou três jornalistas e outros quatro funcionários, ao passo que as instalações em Aleppo foram igualmente atacadas, embora sem vítimas a registar.
A violência contra profissionais e órgãos de comunicação social na Síria já levou os jornalistas a manifestarem-se publicamente frente à sede da União de Jornalistas de Damasco.
No mesmo sentido, uma equipa de jornalistas do Russia Today denunciou que um observador das Nações Unidas os advertiu de que «a oposição perseguia os russos». Para além destes, também um repórter francês foi obrigado a fugir da Síria depois de ter sido ameaçado de morte numa rede social por, alegadamente, veicular as posições do governo liderado por Bashar Al-Assad.