Indignação cresce em Portugal

De Norte a Sul do País, os protestos das populações e dos trabalhadores avolumam-se contra a política do Governo. Na sexta-feira, o Presidente da República foi apupado por um grupo de populares que se concentrou junto ao Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha, Santarém, onde Cavaco Silva inaugurou o Parque de Escultura Contemporânea de Almourol. Mantidos à distância, os manifestantes exibiam cartazes com palavras de ordem contra a falta de médicos no Centro de Saúde de Alpiarça, a privatização da água e dos CTT e o encerramento de serviços públicos.

«O Presidente da República prometeu cumprir a Constituição, onde consta o direito à saúde, e temos hoje a saúde cada vez mais longe e mais cara, provocando sofrimento aos doentes e às famílias», disse aos jornalistas José Manuel Soares, da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo.

No sábado, Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares foi também vaiado, durante a cerimónia de abertura da VII edição dos Jogos das Comunidades Portuguesas de Língua Portuguesa (CPLP), em Mafra. Os apupos vindos da assistência, composta por milhares de pessoas, tornaram-se tão audíveis que terão obrigado Miguel Relvas a encurtar o seu discurso, que durou cerca de um minuto.

No mesmo dia, cerca de quatro mil pessoas marcharam em simultâneo nas cidades de Peniche, Torres Vedras e Caldas de Rainha em defesa dos serviços hospitalares, numa iniciativa promovida pela Plataforma Oestina de Comissões de Utentes da Saúde.

«Estimamos que se tenham concentrado em frente ao hospital cerca de três mil pessoas, num sinal muito claro ao ministro [da Saúde] para que pondere muito bem o relatório final sobre a reorganização hospitalar, porque não admitimos não ser ouvidos nem aceitaremos qualquer decisão», disse, à Lusa, António José Correia, presidente da Câmara de Peniche.



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