«Falsa resposta» no ensino
Há dias, foram apresentadas, pelo Governo PSD/CDS, algumas alterações ao regulamento de atribuição de bolsas a estudantes do Ensino Superior. Estas alterações, sublinha, em nota de imprensa, a JCP, «são uma resposta à luta dos estudantes e às posições de várias entidades relativamente ao regulamento actual», mas são também «uma falsa resposta do Governo», uma vez que «mantém inalterável a limitação profunda da acção social directa [bolsas de estudo] ao universo de estudantes do ensino superior público».
«A manutenção das regras profundamente limitadas para acessos às bolsas de estudo é ainda mais grave num momento de agravamento das condições económicas e sociais das famílias e de aumento dos custos de acesso e frequência ao ensino superior», acusam os jovens comunistas, dando como exemplo o corte de 15600 bolsas no actual ano lectivo, quando no ano anterior já 11 mil estudantes tinham perdido a bolsa. Isto é, em dois anos 26 mil estudantes terão perdido a bolsa de estudo.
«Esta situação radica numa Lei da Acção Social Escolar e num regulamento de bolsas muito limitada, que apenas garante apoio às famílias que vivem com rendimentos próximos ou abaixo do limiar da pobreza», informa a JCP, considerando insuficiente o aumento médio das bolsas de 2,75 por dia, que não chega «sequer para almoçar e jantar na cantina todos os dias da semana».
Exames nacionais
Esta semana, os jovens comunistas alertaram ainda para as «descidas relevantes» dos resultados, em algumas disciplinas, da primeira fase dos exames nacionais. «A novidade introduzida de obrigatoriedade de realização dos exames na primeira fase, traduzida na redução de estudantes que deixaram de poder realizar os exames apenas na segunda fase, alterando e condicionando a preparação para os exames, é mais um obstáculo à conclusão do Ensino Secundário e do acesso ao Ensino Superior», criticaram, exigindo «uma avaliação justa e contínua».