Mulheres do carvão
Centenas de mulheres das localidades mineiras das Astúrias, concentraram-se, dia 28, frente à sede do parlamento regional, em Oviedo, para exigir soluções para o sector do carvão, em greve há mais de um mês.
O protesto coincidiu com o debate, em sessão plenária, das interpelações apresentadas por deputados da oposição, designadamente da Esquerda Unida, confrontando o governo socialista asturiano com a situação das minas de carvão e o conflito social desencadeado pelo anúncio dos cortes dos apoios estatais.
Uma delegação das manifestantes entrou na sala para assistir ao debate, enquanto as restantes encheram a praça defronte ao edifício, cortando o trânsito. Envergando t-shirts pretas com a inscrição a amarelo «Luta mineira», entoaram várias palavras de ordem: «Aqui estão, estas são as mulheres do carvão», «Mineiros em luta e ninguém nos escuta», «O próximo desempregado que seja deputado» ou ainda «A próxima visita será com dinamite».
Entretanto, como às mulheres mineiras se juntaram outros manifestantes em defesa da Educação pública, não tardou a ouvir-se uma nova palavra de ordem «Carvão e educação é a revolução».
Por seu lado, os quase 200 mineiros, homens e mulheres, que iniciaram em 22 de Junho, a «marcha negra» em direcção a Madrid, cumpriram no domingo, 1, cerca de metade do percurso, mostrando-se determinados a vencer o longo trajecto que ainda os separa da capital.
Por enquanto sem atrasos a registar, apesar das muitas bolhas e feridas nos pés, a coluna de protesto deverá alcançar o seu destino na próxima quarta-feira, 11, data em que os mineiros das Astúrias, Castela e Leão se unirão aos que partiram de Aragão.
Responsáveis sindicais já fizeram saber que, caso o governo espanhol não ceda encontrando soluções de viabilização do sector, os mineiros estão dispostos a permanecer em Madrid.