Idosos abandonados à sua sorte

Um dos sectores mais vulneráveis da nossa sociedade e que sente mais o pacto de agressão é o dos idosos. Sobre a sua frágil situação falou o deputado comunista Jorge Machado, pondo sobretudo em evidência a postura dúplice de partidos como o CDS-PP que na oposição tinha um discurso em favor dos idosos – «tenho uma revolta interior muito grande porque não houve uma única medida que protegesse os mais idosos, que são os mais prejudicados», chegou a dizer Paulo Portas – para, agora, no Governo, cortar o subsídio de férias e de Natal, cortar o complemento de pensão a milhares de idosos, aumentar de forma brutal o custo de vida, a electricidade, o gás, os impostos, agravar os gastos na saúde (mais caros os remédios, as taxas moderadoras, os transportes de doentes).

Mas não só. Quer impor uma lei dos despejos, com graves consequências para os idosos, ao mesmo tempo que aumenta os preços dos transportes, diminui os serviços, condena os idosos ao isolamento.

«Graças ao Governo e ao pacto de agressão assinado por PS, PSD e CDS há mais idosos que vivem pior, que sofrem mais, que cortam na alimentação, que passam fome, que não fazem os tratamentos médicos de que precisam, que não compram os remédio porque não têm dinheiro para os comprar», denunciou Jorge Machado, que não escondeu a sua indignação pelo facto de, hoje, metade dos idosos não ter dinheiro suficiente para aquecer as suas casas, haver cada vez mais idosos abandonados nos hospitais, haver cada vez mais idosos que vivem e morrem sozinhos.



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