Sindicatos alemães exigem 6,5 por cento
Milhares de trabalhadores dos serviços públicos iniciaram na segunda-feira, 5, uma série de paralisações parciais em três estados federados do Sul da Alemanha, em sinal da sua disposição de lutar por aumentos salariais de 6,5 por cento. Esta fasquia da actualização salarial é defendida por vários sindicatos desde a indústria metalúrgica aos serviços públicos.
A paralisação afectou particularmente os transportes públicos em Frankfurt, uma das principais metrópoles alemãs, obrigando à paragem do metropolitano, comboios e autocarros.
Na Renânia-Palatinado, logo ao princípio da manhã entraram em greve cerca de dois mil funcionários públicos, esperando-se que outros cinco mil aderissem ao longo do dia, segundo anunciou o maior sindicato do sector, Ver.di. Nesta região, a greve incidiu sobretudo nos infantários públicos, lares de idosos, hospitais e caixas de poupança do Estado.
O Ver.di tenciona alargar o movimento grevista a todos os estados federados ao longo desta semana, para exigir aumentos no mínimo de 200 euros para cada trabalhador, num universo de dois milhões de funcionários federais e das autarquias locais.
Na primeira ronda de negociações com os representantes do governo central e dos governos regionais, realizada na semana passada, as reivindicações do Ver.di foram qualificadas de «irrealistas». Nova reunião com representantes dos empregadores e sindicatos foi marcada para a próxima segunda-feira, 12.