Política de combate à toxicodependência

Preocupante passo atrás

A mefedrona e o tapentadol passam a integrar o regime jurídico aplicável ao tráfico e consumo de estupefacientes e substâncias psicotrópicas, na sequência da aprovação pelo Parlamento, por unanimidade, de dois projectos de lei do PSD e do CDS-PP.

A deputada comunista Paula Santos explicou as razões do acordo da sua bancada quanto à inclusão daquelas substâncias na tabela que aplica aquele regime jurídico sublinhando que a mefredona provoca graves problemas de saúde e dependência e o tapentadol comporta riscos de abuso e utilização ilícita.

Contudo, para o PCP, não é compreensível que tenha sido o PSD e o CDS a trazer à AR uma iniciativa desta natureza, dado o seu conteúdo técnico e científico. O que faria sentido, isso sim, como observou Paula Santos, é que fosse o Governo, tanto mais que os serviços técnicos do IDT já iniciaram esse procedimento.

Daí que, na perspectiva de Paula Santos, com esta proposta, o que os partidos que suportam o Governo quiseram fazer foi camuflar a «estratégia governamental de destruição da política de combate à toxicodependência».

Exemplo disso é a transferência de toda a vertente operacional de tratamento e reparação de danos para as ARS, estruturas que não estão adaptadas a este tipo de respostas.

Paula Santos trouxe a este propósito à colação uma informação conhecida na véspera do debate sobre a intenção do Ministério da Saúde afectar os técnicos a transferir para as ARS à área da saúde mental.

Ou seja, na opinião da deputada comunista, o que o PSD e CDS têm em curso é uma «estratégia de destruição de um serviço nacional que deu resultados positivos e que é reconhecido internacionalmente».

O que assume uma particular gravidade tendo em conta o actual momento social, marcado pelo aumento do desemprego, pelo agravar das desigualdades, da pobreza e da exclusão.

 



Mais artigos de: Assembleia da República

Corte socialmente inaceitável

A notificação da Segurança Social a milhares de reformados para que devolvam dinheiro é um «escândalo e um crime social», afirma o PCP, para quem este é mais um exemplo revelador da natureza de uma política apostada em tirar ao povo para dar aos mais ricos.

 

Lei à medida dos poderosos

A maioria PSD/CDS-PP chumbou o projecto de lei do PCP que impunha um reforço da tributação sobre os grandes grupos económicos que deslocalizem os seus capitais para o estrangeiro. Sem mexidas vão continuar os buracos na lei que permitem às grandes empresas fugir aos impostos, como ainda recentemente aconteceu com o grupo Jerónimo Martins/Pingo Doce.

Opacidade e mentiras

As opções do Governo para a RTP, nomeadamente quanto à alienação de um canal, foram severamente criticadas pelo PCP, que considera haver «demasiadas mentiras» num processo que exige «esclarecimento, clarificação e, acima de tudo, verdade».

 

PS absolve as causas

O PCP criticou o PS por condenar as consequências da actual política da coligação PSD/CDS-PP mas simultaneamente «absolver não só as suas causas como o facto de ter tomado parte activa nas mesmas». Interpelando a deputada do PS Maria de Belém, que verberara...

Participação incómoda

A maioria PSD e CDS-PP rejeitou a proposta da bancada comunista que visava reduzir de 35 mil para 5 mil o número de assinaturas necessárias para a apresentação de uma iniciativa legislativa na AR por parte dos cidadãos. Esse era o objectivo subjacente ao projecto de lei comunista...

Urge reavaliar e concluir

«Piedosas intenções, generalidades, sem nada de concreto para recomendar ao Governo», eis, em síntese, como o deputado comunista Agostinho Lopes caracterizou dois projectos de resolução do PSD e do CDS/PP sobre o Baixo Vouga Lacunar, recentemente sujeitos à...

Defender e valorizar

A Assembleia da República aprovou, recentemente, por unanimidade, uma resolução subscrita por todos os grupos parlamentares para instituir o sobreiro como «árvore nacional de Portugal». Na origem deste processo legislativo esteve uma petição entregue no Parlamento...