Defender e valorizar
A Assembleia da República aprovou, recentemente, por unanimidade, uma resolução subscrita por todos os grupos parlamentares para instituir o sobreiro como «árvore nacional de Portugal».
Na origem deste processo legislativo esteve uma petição entregue no Parlamento pelas associações ambientalistas Transumância e Natureza e Árvores de Portugal, tendo subjacente o propósito de atribuir ao sobreiro aquele estatuto simbólico, como forma de dar maior visibilidade aos problemas associados à preservação da espécie.
De acordo com o último Inventário Florestal Nacional (2005/2006), a floresta ocupa mais de 3,45 milhões de hectares, sendo o sobreiro responsável por mais de 716 mil hectares, o que corresponde a 23 por cento do total nacional e a 32 por cento da área que a espécie ocupa em todo o Mediterrâneo ocidental.
Valorizando a iniciativa dos peticionários e do processo legislativo subsequente, o deputado Agostinho Lopes, em nome da bancada do PCP, salientou a importância do sector da cortiça e da posição de Portugal neste capítulo, defendendo que no sobreiro pode encontrar-se uma «outra