10 anos
Cumpriram-se ontem dez anos sobre a abertura da prisão ilegal de Guantanamo. Foi no dia 11 de Janeiro de 2002 que os primeiros 20 prisioneiros sequestrados no Afeganistão ali chegaram vestidos com os célebres uniformes laranja, as cabeças encerradas em sacos pretos e as pernas e mãos amarradas com correntes e algemas. Os cidadãos sequestrados ilegalmente pelo exército norte-americano, sem direito a qualquer acusação formal e muito menos a julgamento, tinham sido transportados ilegalmente nos «voos da CIA» com a conivência e participação activa de vários governos ditos «democráticos».
Nestes dez anos – e apesar da muralha de silêncio que se tenta manter sobre as prisões secretas norte-americanas – as denúncias e as provas sobre as atrocidades ali cometidas conseguiram ver a luz do dia. É hoje impossível esconder que os cerca de 800 prisioneiros de Guantanamo foram submetidos aos mais variados e abjectos métodos de tortura física e psicológica como o isolamento prolongado, simulações de afogamento, privação do sono, simulações de assassinato e sevícias várias. Abundam ainda as provas de que os EUA mantiveram, e mantêm, em vários países do mundo, dezenas de prisões secretas similares a Guantanamo onde foram, e continuam a ser, cometidas verdadeiras atrocidades.
Barack Obama fez do encerramento de Guantanamo uma das principais bandeiras da sua campanha eleitoral. Passados três anos da sua eleição, Guantanamo não só continua em funcionamento (com 171 prisioneiros) como o presidente «prémio Nobel da Paz» assinou em Dezembro uma lei que proíbe o uso de fundos públicos para a transferência ou reintegração dos prisioneiros e prevê o seu «julgamento» perante comissões militares especiais.
Não espanta portanto que a tão «democrática» e «livre» imprensa «ocidental» tenha tratado os dez anos de Guantanamo com… um silêncio de chumbo. Pudera! Num momento em que se procuram lançar novas guerras em nome da «defesa da democracia» e dos «direitos humanos», não interessa, mesmo nada, falar de um símbolo do carácter criminoso do imperialismo e de uma prova de que com Obama a natureza da política externa dos EUA, se mudou, foi para pior…
Nestes dez anos – e apesar da muralha de silêncio que se tenta manter sobre as prisões secretas norte-americanas – as denúncias e as provas sobre as atrocidades ali cometidas conseguiram ver a luz do dia. É hoje impossível esconder que os cerca de 800 prisioneiros de Guantanamo foram submetidos aos mais variados e abjectos métodos de tortura física e psicológica como o isolamento prolongado, simulações de afogamento, privação do sono, simulações de assassinato e sevícias várias. Abundam ainda as provas de que os EUA mantiveram, e mantêm, em vários países do mundo, dezenas de prisões secretas similares a Guantanamo onde foram, e continuam a ser, cometidas verdadeiras atrocidades.
Barack Obama fez do encerramento de Guantanamo uma das principais bandeiras da sua campanha eleitoral. Passados três anos da sua eleição, Guantanamo não só continua em funcionamento (com 171 prisioneiros) como o presidente «prémio Nobel da Paz» assinou em Dezembro uma lei que proíbe o uso de fundos públicos para a transferência ou reintegração dos prisioneiros e prevê o seu «julgamento» perante comissões militares especiais.
Não espanta portanto que a tão «democrática» e «livre» imprensa «ocidental» tenha tratado os dez anos de Guantanamo com… um silêncio de chumbo. Pudera! Num momento em que se procuram lançar novas guerras em nome da «defesa da democracia» e dos «direitos humanos», não interessa, mesmo nada, falar de um símbolo do carácter criminoso do imperialismo e de uma prova de que com Obama a natureza da política externa dos EUA, se mudou, foi para pior…