Mensagem do primeiro-ministro confirma opção pelos interesses dos poderosos

Conquistar pela luta um futuro melhor

O PCP acusou, domingo, o primeiro-ministro de ter proferido uma mensagem de Natal «repleta de palavras falsas». Em declarações à imprensa, Jorge Cordeiro, do Secretariado e da Comissão Política do Comité Central, realçou que aquilo que foi prometido a pretexto de mais «reformas estruturais» é «mais exploração, mais pobreza, mais injustiças, um rumo de declínio e retrocesso».

O dirigente comunista acrescentou ainda que Pedro Passos Coelho confirmou que insistirá «naquilo que já está presente na vida do País e mais amargamente nas condições de vida dos trabalhadores e do povo», designadamente o ataque aos seus rendimentos, o roubo dos seus salários, o ataque ao seu direito à Saúde. Em suma, a negação do direito a uma vida melhor.

Assim, e ao contrário do que o governante garantiu, no centro das preocupações do executivo PSD/CDS «não está nem o País nem os portugueses». Estão, sim, afirmou Jorge Cordeiro, os interesses dos grupos económicos, do capital financeiro, do directório das potências estrangeiras.

Dirigindo-se aos trabalhadores e ao povo, o dirigente do PCP realçou que um «futuro de esperança e confiança tem que ser conquistado pela sua luta, pelo seu protesto, pela manifestação da sua indignação». Não apenas para resistir à política que está a ser seguida como para «derrotar este pacto de agressão e esta política injusta, e sobretudo conquistar uma política diferente, uma política patriótica e de esquerda que assegure um Portugal com futuro».



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