O antes e o depois

Os discursos inflamados do CDS/PP em defesa dos pensionistas, dos contribuintes, dos agricultores, das PME esfumaram-se num ápice com a sua entrada no Governo. Como longe vai já o tempo da sua indignação pelo aumento da carga fiscal, dos cortes no abono de família ou sobre a situação das famílias carenciadas. Uma mudança radical que o deputado comunista João Ramos tratou de lembrar ao deputado João Almeida, vice-presidente da bancada do partido de Paulo Portas:

«Antes das eleições os idosos e a sua pobreza eram a prioridade do CDS. Agora altera as regras do IRS pondo a pagar mais os reformados e pensionistas com reformas de 400, 500 e 600 euros.

Antes as famílias no desemprego eram a sua preocupação. Agora corta uma parte dos salários através do corte dos subsídios, corta 50% das horas extraordinárias, diminui o subsídio de desemprego, diminui as deduções com despesas de Saúde, Educação e habitação, em sede de IRS e aumenta o IVA sobre produtos alimentares.

Antes sabia ser possível um sistema de Saúde com mais humanidade. Agora aumentam as taxas moderadoras e preparam-se para uma onda geral de encerramentos de serviços de Saúde.

Antes das eleições o CDS afirmava que Portugal tinha de colocar a economia a crescer e evitar a exclusão social. Agora apresenta-nos este Orçamento do Estado».



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