No Dia Internacional do Idoso

MURPI alerta para aumento da pobreza

Por ocasião do Dia Internacional do Idoso, a Confederação Nacional dos Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) emitiu uma nota de imprensa onde dá conta de que a «sociedade portuguesa, como outras na Europa, caminha a passos largos para um progressivo envelhecimento», fenómeno particularmente acentuado no nosso País «devido essencialmente a factores de atraso do desenvolvimento económico e social» que afectam a natalidade.

«Os idosos encontram-se ostracizados nas sociedade desenvolvidas por ausência de políticas que promovam a sua integração e participação activa como cidadãos de plenos direitos», denuncia a MURPI, defendendo, em contrapartida, a «autonomia social e financeira» dos idosos e o desenvolvimento de «programas educativos que contemplem a solidariedade inter-geracional».

Segundo a Confederação, «parte significativa da população idosa portuguesa é vítima de fenómenos de pobreza e de exclusão social e é alvo de formas de violência, nos seus aspectos mais diversos, desde a coacção social, psicológica e física».

No documento enviado às redacções, o MURPI dá ainda conta de que tem vindo a alertar, há longa data, para a necessidade de tomar medidas, por parte dos poderes públicos, que contemplem a garantia do exercício de direitos pelos idosos.

«Neste momento particularmente difícil da vida dos portugueses, vítimas de medidas de austeridade que comprometem o seu bem-estar, agravando as condições de vida, promovendo à exploração das condições do trabalho e dos trabalhadores, hipotecando o nosso futuro colectivo, como consequência de aplicação de medidas contidas no pacto da troika, subscrito pelo PS, PSD e CDS, torna-se importante expressar o nosso justo protesto e manifestar a nossa condenação contra as medidas deste Governo PSD/CDS», reafirma a Confederação, que está contra «o congelamento e corte nos valores das pensões» e as «medidas anunciadas que irão agravar o acesso e ao tratamento nos serviços de Saúde».

Condena, de igual forma, o «aumento recentemente decidido do preço do arrendamento das habitações sociais, que irá comprometer o direito constitucional do direito à habitação condigna» e exige o direito a pensões dignas, à protecção social e na doença, à justiça e à protecção pessoal, à habitação e à fruição cultural.



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