Loteamentos no Parque Natural de Sintra?

Paisagem tem que ser defendida

Os comunistas de Sintra estão contra a construção do loteamento de Monte Santos, em pleno Parque Natural e na área do Património Mundial. Esta é uma causa antiga dos eleitos pela CDU no concelho que têm vindo a opor-se à construção em zonas sensíveis do ponto de vista ambiental e paisagístico.

A CDU propôs, por diversas vezes, a revisão do Plano de urbanização de Sintra (conhecido como plano de Groer) no sentido de proteger a zona classificada como Património Mundial pela UNESCO, mas a maioria PSD/CDS no município optou pela revisão em sentido oposto, abrindo a porta a este e a outros projectos urbanísticos. Entretanto, iniciaram-se as obras de terraplanagem e construção de acessos no local onde se situará o loteamento de Monte Santos, o que leva a supor que este esteja, efectivamente, a avançar.

Num documento de finais de Julho, aquando da reunião de Câmara onde uma vez mais o assunto foi debatido, a estrutura concelhia da CDU traçava o perfil histórico da vila de Sintra, realçando a sua forma urbana «bastante peculiar», emoldurada por duas colinas, «áreas que ainda se encontram verdes na paisagem e no qual se encontra este loteamento». A sua construção numa destas colinas, denuncia-se, «irá desvirtuar esta paisagem, deixando a vila velha de ter a sua configuração muito própria».

No documento salienta-se ainda que a vila velha, «com a sua distribuição de espaços urbanos antigos, aparece assim como que fazendo parte da serra, valorizando-a, encimada pelo Palácio da Vila e o Castelo dos Mouros». Com a construção deste loteamento, «esta perspectiva deixa de existir», acrescenta a CDU ao rol de argumentos.

A CDU lembra ainda que a maioria PSD/CDS na Câmara Municipal de Sintra poderia ter evitado a aprovação deste loteamento em tempo útil, através da revisão do plano Groer no sentido em que defendiam os eleitos da coligação PCP-PEV e não como a maioria acabou por propor. Para além dos comunistas e dos independentes que integraram as listas da CDU, muitas outras estruturas e personalidades já manifestaram a sua oposição à construção do loteamento de Monte Santos.



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