66 anos depois de Hiroshima e Nagasaki

Romper com a submissão à NATO

Sessenta e seis anos depois do lançamento pelos EUA das bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, o PCP considera que romper com a submissão à NATO seria a melhor contribuição que Portugal daria, hoje, à causa da paz.

Os EUA e os seus aliados mantêm e reafirmam a sua doutrina nuclear

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Essa submissão, praticada ao longo de décadas por sucessivos governos, está a «arruinar o País, a envolvê-lo perigosamente nas operações agressivas do imperialismo, a comprometer a própria independência do País», afirma o PCP num comunicado do seu Gabinete de Imprensa de 6 de Agosto. Os comunistas acrescentam mesmo que a luta para «impor o respeito pelo espírito e letra da Constituição da República e por uma política de independência nacional, paz e cooperação com todos os povos, é parte integrante da luta por uma política patriótica e de esquerda indispensável à solução dos graves problemas dos trabalhadores, do povo e do País».

O PCP recorda que mais de seis décadas e meia sobre o lançamento das bombas, que provocaram centenas de milhares de vítimas, «a ameaça nuclear mantém-se, agora com uma capacidade de destruição de toda a humanidade». Os EUA e os seus aliados na NATO, sendo a UE o seu «pilar europeu», são detentores da parte mais significativa do actual arsenal nuclear, revela o PCP, que os acusa de prosseguirem e reafirmarem a sua doutrina nuclear, «admitindo o uso das armas nucleares nos seus conceitos estratégicos ofensivos, adoptados em 2010 em Lisboa numa cimeira da NATO que teve ampla contestação dos portugueses».

Os comunistas lembram ainda que apesar das «intensas campanhas de intoxicação ideológica e de desinformação que activamente promove», o imperialismo não consegue esconder as suas responsabilidades na persistência e agravamento dos principais conflitos que se verificam no mundo. Que vão do Médio Oriente à Ásia Central, de África à Península da Coreia... Nem tão-pouco consegue «impedir a resistência dos povos e o seu crescente isolamento perante as guerras que promove».

Evocando a tragédia de Hiroshima e Nagasaki, o PCP apelou à intensificação da luta pela paz, contra a ingerência imperialista nos assuntos internos de países soberanos e pelo desarmamento, em particular o desarmamento nuclear.

 

Preocupantes semelhanças

 

Também o Conselho Português para a Paz e Cooperação assinalou os 66 anos do que considerou ser «um dos maiores crimes que a história da humanidade conhece». Lembra o CPPC, num comunicado tornado público no dia 4, que nesse dia 6 de Agosto de 1945 «75 mil pessoas foram instantaneamente mortas devido ao rebentamento de uma primeira bomba atómica. A cidade de Hiroshima foi arrasada; humanos, restantes animais e plantas ou foram mortos ou ficaram indelevelmente afectados.» A 9 do mesmo mês, acrescenta o CPPC, «idêntico crime foi praticado sobre outra cidade japonesa: Nagasaki».

Reconhecendo que a «história não se repete», o CPPC alerta para as «preocupantes semelhanças» actualmente existentes com a situação vivida no início dos anos 30 do século XX, que desembocaria na II Guerra Mundial: «a grave crise do capitalismo agrava o perigo de uma guerra, porventura geral, que em vista do armamento moderno existente, arrasaria o habitat e a espécie humana. O capitalismo tem encontrado nas guerras uma das saídas para as suas crises, foi assim em 1914, e de novo em 1939.»



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