Após ruptura com centro-direita

Christofias forma novo governo

O presidente de Chipre, Demetris Christofias, formou um novo governo, constituído exclusivamente por militantes do partido, o AKEL, e por personalidades escolhidas pela sua competência técnica.

A decisão foi anunciada na sexta-feira, 5, dois dias após Marios Karoyian, líder do DIKO (partido democrata), ter rompido com a coligação governamental, alegando divergências na gestão da crise.

O DIKO foi um dos partidos que em 2008 apoiou a candidatura de Christofias, a qual também recebeu na altura o apoio do partido social-democrata (EDEK). Entretanto, no ano passado, os sociais-democratas abandonaram a coligação governamental, evocando então incompatibilidades com o chefe de Estado sobre a questão da reunificação da ilha (cuja região Norte está ocupada desde 1974 pelas tropas turcas).

Christofias decidiu remodelar o governo na sequência da crise política provocada pela explosão de um paiol a 11 de Julho, que destruiu a principal central eléctrica do país e causou 13 mortos.

O grave acidente, que causou quebras no fornecimento de electricidade e água, gerou indignação popular e motivou acusações de negligência na imprensa, que levaram à demissão dos dois ministros do DIKO (Negócios Estrangeiros e Defesa).

Com o novo executivo, o presidente Christofias pretende recuperar a credibilidade das instituições e fazer face ao período de dificuldades económicas.

Recorde-se que os comunistas consolidaram a sua posição nas eleições legislativas de 22 de Maio, recolhendo 32,67 por cento (+1,36% face a 2006) e elegendo um novo deputado, num total de 19 em 56. No entanto, o partido conservador (DISY) continuou a ser o mais votado com 34,28 por cento dos votos e 20 deputados (+2).

A maioria no parlamento ficou então assegurada através da coligação com o DIKO, que obteve 15,76 por cento e nove deputados (-2). Por seu turno, os sociais-democratas (EDEK) mantiveram cinco deputados (8,93%), o partido de extrema-direita Evroko elegeu dois deputados (-1), com 3,88 por cento, e os verdes um deputado (2,21%).



Mais artigos de: Europa

Abolida lei antidemocrática

A decisão do TC polaco, anunciada em 19 de Julho, refere-se ao artigo 256 do Código Penal, que fixou penas de prisão até dois anos para quem «produzir, gravar, importar, armazenar ou exibir» simbologia «fascista, comunista ou outra simbologia...

Banca corta a eito

Depois do UBS suíço e do Bankia espanhol, os britânicos HSBC e Barclays anunciaram novos planos de despedimento. Desde Junho, oito grandes bancos já manifestaram a intenção de despedir 62 mil trabalhadores.

O muro invisível continua lá

Vinte e dois anos após a demolição do muro de Berlim, que separava fisicamente a capital alemã dividida pelos aliados após a vitória sobre o nazi-fascismo, uma expressiva maioria de alemães de Leste considera que continua a existir um muro, ainda que este seja...

Itália sob tutela

O Banco Central Europeu (BCE) impôs um conjunto de condições ao governo de Silvio Berlusconi em troca da compra de títulos italianos no mercado de dívida soberana. A informação foi divulgada, na segunda-feira, pelo diário italiano Corriere della Sera, que garante...

A falsa ajuda

Televisões, rádios e jornais consomem minutos e papel a mostrar-nos os efeitos da fome na região do Corno de África, particularmente na Somália. Fazem-no de forma leviana, reproduzindo o discurso oficial que as grandes agências de notícias...