Banca corta a eito
Depois do UBS suíço e do Bankia espanhol, os britânicos HSBC e Barclays anunciaram novos planos de despedimento. Desde Junho, oito grandes bancos já manifestaram a intenção de despedir 62 mil trabalhadores.
Grandes bancos europeus reduzem 60 mil efectivos
O Hongkong & Shanghai Banking Corporation (HSBC) e o Barclays apresentaram, dia 2, planos de reestruturação que implicam a destruição de dezenas de milhares de postos de trabalho.
No caso do HSBC, os cortes de pessoal atingirão 30 mil em todo o mundo até 2013, ou seja dez por cento do efectivo, e significam a retirada de países onde a concorrência é considerada muito forte.
Em Junho, a instituição eliminou 700 postos de trabalho no Reino Unido, onde emprega 55 mil trabalhadores. Mas admite cortar mais 10 mil empregos no país, no âmbito de um plano de redução de custos de 2,4 mil milhões de euros.
Ao mesmo tempo, o banco pretende recentrar a sua actividade nos chamados países emergentes nos próximos três anos, e para isso prevê admitir aí 15 mil trabalhadores.
Por sua vez, o Barclays, outro banco britânico, revelou uma redução de três mil efectivos até final do ano, isto depois de já ter eliminado 1400 postos de trabalho desde o início do ano, a maioria dos quais no Reino Unido. «Esta tendência vai continuar e mesmo acelerar-se», declarou o director-geral, Bob Diamond (Le Monde.fr 02.08).
Também o Lloyds Banking Group, instituição intervencionada pelo Estado britânico, pretende aplicar um plano drástico que inclui a supressão de 15 mil empregos em todo o mundo, onde conta com mais de 100 mil trabalhadores. Hoje presente em 30 países, este banco prevê encerrar mais de metade das dependências no estrangeiro.
Em Espanha, o Bankia, quarto banco do país, decidiu encerrar, em final de Julho, 476 agências e despedir 2879 trabalhadores.
Na Suíça, o UBS e o Credit Cuisse prometeram planos de contenção de custos, tendo a imprensa veiculado que os dois bancos podem despedir cerca de sete mil trabalhadores.
Para lá dos Alpes, em Itália, o Intesa Sanpaolo, segundo banco italiano, chegou a acordo com os sindicatos, dia 30 de Julho, para o despedimento de três mil funcionários até ao final de 2013. O banco emprega actualmente 75 mil pessoas no país.