Não-alinhados contra bloqueio
O Movimento de Países Não-Alinhados voltou a exigir aos EUA que ponham fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro contra Cuba. Desde 1962, o país já sofreu prejuízos superiores a 750 mil milhões de dólares.
Reunido em Bali, na Indonésia, o grupo que congrega cerca de uma centena de nações de todos os continentes, reiterou que a medida unilateral imposta pelos norte-americanos há quase meio século viola a Carta das Nações Unidas e a legalidade internacional.
Manifestando-se preocupados pelo recrudescimento daquela prática criminosa, os Não-Alinhados sublinharam, igualmente, que o bloqueio causa enormes perdas materiais com consequências directas para o povo cubano; contraria as 19 resoluções aprovadas pela Assembleia Geral da ONU, nas quais se insta Washington a interromper imediatamente o bloqueio, e é o principal obstáculo ao desenvolvimento de Cuba.
Em Bali, os países apelaram também aos EUA para que devolvam a Cuba a parcela da ilha onde está instalada a Base Naval de Guantanamo, e interrompam as transmissões rádio e televisão hostis à ilha.