Apresentação das listas por Viana do Castelo e Coimbra

Candidatos CDU a deputados do povo

A Coligação Democrática Unitária é a única força política comprometida com os interesses dos trabalhadores e do povo, empenhada numa política alternativa que construa um futuro para Portugal, e capaz de defender a independência e soberania nacionais colocadas em causa por 35 anos de política de direita, referiu Jerónimo de Sousa nas apresentações das listas de candidatos pelos distritos de Viana do Castelo e Coimbra.

«A CDU é a grande novidade destas eleições»

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Foi num ambiente confiante e aguerrido que decorreram, sexta-feira e sábado, as iniciativas de apresentação pública dos candidatos da CDU pelos distritos de Viana do Castelo e Coimbra. No círculo minhoto, a deputada do PCP no Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo, encabeça a lista composta por operários, trabalhadores do Ensino e da Administração Local, pequenos empresários e quadros técnicos, enquanto que na Beira Litoral, Manuel Pires da Rocha, director do Conservatório de Coimbra, músico da Brigada Victor Jara e dirigente sindical, é o primeiro candidato de uma lista em que a actividade profissional e política dos que a integram espelha as raízes da luta e do projecto da CDU.

A composição das listas da força política que no boletim de voto aparece com a foice e o martelo, símbolo do PCP, e o girassol, insígnia dos ecologistas «Os Verdes», é, desde logo, uma marca distintiva.

Isso mesmo sublinhou Ilda Figueiredo, para quem «estes candidatos apresentam-se às eleições para servir o povo e não para se servirem». Candidatam-se, referiu, para exigirem «uma política que contribua para que sejam feitos os investimentos necessários no distrito», flagelado, só nos últimos dois anos, «por mais de uma centena de encerramentos de empresas», onde a «pobreza atinge mais de 25 por cento da população» e no qual muitos dos mais de 12 mil desempregados, na sua maioria mulheres, não encontram resposta, sendo obrigados a emigrar.

Com o conhecimento de quem já está no terreno a esclarecer e a motivar para que a indignação e a luta vão até ao voto, Ilda Figueiredo destacou igualmente que «o desafio é a eleição de um deputado da CDU em Viana do Castelo», quebrando o círculo vicioso de partilha entre PS, PSD e CDS dos seis lugares que cabem ao distrito na Assembleia da República.

Se outras razões não houvesse, sobeja o facto de que estes seis deputados – 3 do PS, 1 do CDS e 2 do PSD –, não só não foram capazes de dar voz aos problemas e aspirações dos trabalhadores e da população de Viana do Castelo, como, em face de propostas favoráveis ao distrito – caso da suspensão da introdução de portagens, proposta pelos comunistas –, votaram contra.

No mesmo sentido, Manuel Pires da Rocha lembrou que «temos cabeças de lista mas não temos cabeças de cartaz», e, por isso, votar na CDU «é votar nos que compõem a lista pelo distrito de Coimbra; nos que não estando na lista estão nesta apresentação de candidatos, e nos que, não estando nesta iniciativa, nos apoiam nas ruas».

Votar na CDU unindo-se aos que com consciência política fazem do dia 5 de Junho mais um momento da luta que daí em diante vai ter de continuar, é, para Manuel Pires da Rocha dar força à «alternativa patriótica e de esquerda», acreditando que é possível abrir caminho à «felicidade de 10 milhões de pessoas» e não apenas à fortuna de um punhado de capitalistas e seus serventuários.

E pode bem o PS pregar a estafada rábula do voto útil, sempre invocada nestas fases eleitorais, aludiu. Tal como o PSD e apesar da encenação de desavenças, o que estes «arrufos de namorados» procuram esconder é que quer uns quer outros «são responsáveis pelo retrocesso civilizacional» patente, concorrendo ambos ao pódio para entregar a economia nacional aos privados, ao FMI, BCE e UE.

 

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Dar força ao pulsar da vida

 

Se na noite de sexta-feira, em Viana do Castelo, o tempo fazia caretas, à hora do almoço de sábado, em Coimbra, o prenúncio de mau tempo não era menos tangível. Apesar disso, quer o Auditório da For-Pescas, na cidade minhota, quer o Pavilhão de Portugal, nas margens do Mondego, estiveram apinhados de activistas da CDU, o que levou Jerónimo de Sousa a concluir que «é um pouco como a situação política e social que estamos a viver. Apesar das previsões de intempérie, aqui na CDU há calor suficiente para acreditar que é possível reforçar os nossos votos e a nossa força».

Confiança alicerçada, antes de tudo, na evidência de que é nas listas da CDU que «está presente a viva realidade» e a «incomparável ligação ao mundo do trabalho» e aos «sectores mais significativos» de cada região. De que é na CDU que se encontra a «força de luta que não se fica pelas palavras» e cujos deputados, depois do dia 5 de Junho, quer sejam do PCP ou do PEV, prosseguirão «uma reconhecida actividade caracterizada por uma intensa e combativa intervenção». De que é votando na CDU, «força indispensável à solução dos problemas nacionais», que o povo terá garantida a «defesa dos seus interesses», ao mesmo tempo que estará a contribuir «para a concretização de uma alternativa à política e ao rumo de desastre nacional que tem vindo a ser seguido por sucessivos governos do PS, PSD e CDS», disse ainda o Secretário-geral do PCP no encerramento das iniciativas.

 

CDU é a novidade das eleições

 

«No momento em que pesam as maiores ameaças sobre o povo português pela mão dos partidos do FMI, a troika submissa do PS, PSD e CDS, os portugueses precisam de ter na AR quem os defenda», insistiu Jerónimo de Sousa.

Com as eleições à porta, os partidos da política de direita, responsáveis pela «mais grave crise económica e social da democracia», tentam «sacudir a água do capote», jogam «na mistificação da realidade», procuram «justificar como inevitável a sua ofensiva contra as condições de vida e de trabalho dos portugueses».

«Dramatizam e instrumentalizam as reais preocupações», continuou, com o propósito de vergarem o País à resignação ante «o seu programa comum de Governo, que não é mais que o conjunto das medidas de austeridade e agravo do FMI, em relação às quais se candidatam já como fiéis executores».

Criticando os que apontam o dedo ao PCP por não ter cedido ao encontro com a «troika de extorsão do nosso povo», o dirigente comunista reiterou que «não bastando terem-se eles próprios ajoelhado, querem que todos ajoelhem e participem nessa fraude de negociação».

«É preciso que alguém diga não, que alguém defenda o Portugal democrático e soberano», salientou o Secretário-geral do PCP.

Ao contrário do PS, PSD e CDS, a CDU propõe uma ruptura e uma mudança com a política de direita. «Não é preciso ser economista para perceber que a mesma receita» aplicada pelos que nos têm desgovernado «terá iguais resultados», alertou Jerónimo de Sousa para concluir que «é por isso que a CDU é a grande novidade destas eleições».

Desta novidade é preciso dar conta «aos desanimados, desiludidos e desencantados com os partidos que os traíram», multiplicando os apoios aos que são portadores da esperança no futuro de Portugal, elegendo para deputados do povo os candidatos da CDU.



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