Dar voz às aspirações do povo e dos trabalhadores

Novo rumo para Portalegre

Na apresentação dos candidatos pelo círculo eleitoral de Portalegre, Luísa Araújo, cabeça de lista pelo distrito, afirmou que dando mais força à CDU «é possível outro caminho, assente numa política patriótica e de esquerda».

Situação que nos impõe uma acrescida responsabilidade

Nesta iniciativa, que contou com a presença de Fernando Carmosino, do Comité Central do PCP e responsável pela Organização Regional de Portalegre, Diogo Serra, mandatário da candidatura, salientou que o acto eleitoral marcado para 5 de Junho é «um momento de extraordinária importância no nosso viver como povo independente e livre».

«Não se trata tão só, e já seria tanto, de eleger os deputados que a partir de cada círculo eleitoral deverão garantir um novo governo e trabalhar para que possam ser concretizadas as aspirações e encontradas as melhores soluções para os problemas com que se debatem as populações e as regiões. Não. Desta vez o que está em causa é decidirmos se vamos seguir a posição de Sócrates, do seu Governo e do seu partido, de rendição absoluta às imposições do capital representado pelo FMI e pela União Europeia, ou se vamos fazer o que por diversas vezes fizemos ao longo da nossa história de muitos séculos: levantar-nos contra o invasor, expulsar os traidores, avançar como povo soberano e livre», afirmou.

Diogo Serra alertou ainda para o facto de o distrito de Portalegre ser a região com a mais baixa densidade populacional, elegendo apenas dois deputados.

«É uma situação que nos impõe uma acrescida responsabilidade. É que, sendo os deputados a eleger pelo distrito um “bem escasso”, têm que ser escolhidos de acordo com a necessidade que temos de voltar a ter no Parlamento a alma e a voz do distrito de Portalegre», salientou, frisando que a CDU «está consciente dessa enorme responsabilidade, até porque tem sido quem até agora tem garantido que ao Parlamento vão chegando os problemas e preocupações do distrito e das nossas gentes».

 

Em defesa do emprego

 

A apresentação dos candidatos contou ainda com a intervenção de Dias Coelho, da Comissão Política do PCP, que esclareceu que as próximas eleições se integram «na luta que os trabalhadores e o povo têm vindo a desenvolver, contra a política de direita», que os deputados do PCP e o Partido Ecologista «Os Verdes» denunciaram e apresentaram «propostas concretas para a resolução dos problemas e o desenvolvimento da região».

«Propostas assentes na luta dos trabalhadores e do povo em defesa do emprego, contra a precariedade, em defesa dos pequenos e médios empresários e agricultores, em defesa da cultura, da escola pública e do Serviço Nacional de Saúde e contra o encerramento de serviços públicos, que merecem por parte dos grupos parlamentares dos partidos da política de direita, PS, PSD e CDS, a não aprovação, revelando ao fim e ao cabo de que lado estão sempre e quando são confrontados com base em propostas que tomam o partido dos trabalhadores e do povo», acusou Dias Coelho, reforçando que a CDU é uma força «necessária e insubstituível ao futuro do nosso País».

 

Dar a volta à situação

 

Luísa Araújo deu conta de que os candidatos e activistas da CDU procurarão, com a sua campanha, contribuir para a informação e uma melhor compreensão de aspectos da política nacional e a sua relação com a vida do dia-a-dia. «Aqui estamos para o esclarecimento e mobilização por uma ruptura com a política de direita e pela construção de um outro rumo para a vida nacional», disse, informando que no dia 5 de Junho «o povo português elege os deputados à Assembleia da República», a quem compete vigiar «pelo cumprimento da Constituição e das leis e apreciar os actos do governo e da administração», apreciar «o programa do governo», fazer «leis e conferir ao governo autorizações legislativas», aprovar «as leis das grandes opções dos planos nacionais e o orçamento do Estado, sob proposta do governo».

Na sua intervenção, a cabeça de lista da CDU acusou os dois deputados eleitos pelo distrito, nas últimas eleições, um do PS e o outro do PSD, de «não defenderem» a região e criarem «a situação em que se encontram os portugueses e o País».

Como exemplo, Luísa Araújo referiu a convergência na votação dos chamados PIDDAC (Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central), que «desprezam as necessidades do distrito e de quem cá vive».

Este ano foi atribuído ao distrito de Portalegre 0,04 por cento do PIDDAC. «Ano sobre ano acumula-se o atraso e bloqueamento do Alto Alentejo», denunciou Luísa Araújo, destacando: «É necessário dar a volta a isto. É preciso que o povo reflicta, questione e relacione a sua vida com as políticas decididas pelas maiorias que sucessivamente ganham eleições».

Quase a terminar, Luísa Araújo defendeu como prioridade para o desenvolvimento do distrito de Portalegre o sector agro-pecuário, investir e apoiar a horto-fruticultura e a produção de cereais e, para isto, é essencial a construção de infra-estruturas como a Barragem do Pisão e a implementação dos respectivos perímetros de rega e a modernização das redes dos perímetros já existentes, disponibilizar terras para fixar gente nova e nova gente.

Para a CDU é ainda fundamental a instalação de indústria transformadora e de conservação dos produtos regionais, assim como reanimar e modernizar a indústria das rochas ornamentais.

No plano das acessibilidades é prioritário concluir o IC13, ligar a A23 à A6, por Caia, construir a ponte internacional sobre o Rio Sever com ligação Nisa/Cedillo/Castelo Branco, modernizar a Linha do Leste e dinamizar o Ramal de Cáceres.



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