Comunistas na linha da frente
Os comunistas estão na linha frente da luta contra a exploração e pelos direitos dos trabalhadores, intervindo quer através das suas células e organizações locais quer dos seus eleitos.
Na sua resistência à exploração os trabalhadores têm no PCP um aliado
Na Acciona, em Setúbal, o delegado sindical do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE Sul/CGTP-IN) Nuno Samuel está a ser vítima de assédio moral por parte da administração da empresa. Desde que assumiu as suas funções no sindicato que representantes da empresa têm vindo, «por várias formas, dentro e fora das instalações da Portucel, a pressioná-lo para que ele ponha termo ao seu contrato de trabalho», acusa o PCP num comunicado emitido pelo Gabinete de Imprensa da Direcção da Organização Regional de Setúbal.
Citando o sindicato, o PCP denuncia que o delegado sindical começou por ser retirado dos turnos para o horário geral, com o prejuízo de 125 euros, sem qualquer justificação, passando depois a administração às ameaças concretas, em conversas isoladas e sem testemunhas. Mantendo-se o trabalhador na empresa, nas instalações da Portucel, os mesmos responsáveis «mudaram de estratégia, passando então para uma abordagem de “sugestão” de demissão da empresa, com a “disponibilidade” da empresa para uma indemnização acima do mínimo exigido por lei».
Não tendo Nuno Samuel sido sensível ao «argumento» da indemnização majorada, a empresa voltou à posição inicial de retaliação: o trabalhador foi colocado no posto de trabalho que ocupava quando estava em turnos, não sem antes os responsáveis criarem as condições para que ficasse como excedentário.
O PCP repudia a pressão a que diariamente este trabalhador é sujeito pela Acciona e já questionou o Governo, através dos deputados Bruno Dias e Paula Santos, acerca do que pensa fazer para lhe pôr fim.
Desemprego e salários em atraso
Em Ovar, a Comissão Concelhia do Partido denunciou, no dia 10, a existência, desde Fevereiro, de salários em atraso na Fapral. A fábrica, que emprega dezenas de trabalhadores, entre operários e administrativos, dedica-se à produção de tubos de polietileno e PVC.
Para a Comissão Concelhia do Partido, mais este caso de incumprimento salarial coloca a nu a «completa falência» da política do Governo, «sempre tão lesto em dar a mão à banca e aos grandes grupos económicos, mas sempre ausente ou inoperante quando se trata de micro ou pequenas empresas». Quem mais sofre são os trabalhadores, lembram os comunistas. Batendo-se pela defesa e reforço do aparelho produtivo, os comunistas de Ovar consideram que a situação da Fapral «não augura nada de bom para o concelho nem para os trabalhadores envolvidos».
No Porto, os deputados Honório Novo e Jorge Machado realizaram mais um «Mandato Aberto», desta vez sobre o desemprego. Na visita aos centros de emprego de Santo Tirso, Amarante, Vila Nova de Gaia e Penafiel (os quatro com o maior número de desempregados por cada técnico de emprego), os deputados puderam constatar as inaceitáveis cargas de trabalho a que os técnicos são obrigados a responder, e as dificuldades que traz ao atendimento aos desempregados.
Nas reuniões com os responsáveis do Instituto de Emprego e Formação Profissional foram comunicadas ao PCP várias iniciativas em curso para procurar melhorar a situação destes centros de emprego, nomeadamente a colocação de mais técnicos e o alargamento de instalações. O PCP manifestou a intenção de acompanhar o desenvolvimento desta situação.