Não à agressão à Líbia

A condenação da agressão militar à Líbia, a exigência do fim dos bombardeamentos e a retirada das forças militares estrangeiras do território, espaço aéreo e águas territoriais líbias foi exigida pelo PCP em voto de condenação no Parlamento que veio a ser rejeitado pelo PS, PSD e CDS/PP.

No texto, depois de recusada a ideia de que se esteja perante um «acto humanitário», são tecidas considerações críticas à resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas e à do Parlamento Europeu, iniciativas que não só não deram qualquer contributo para «uma solução pacífica do conflito interno» naquele país do Norte de África como deram «cobertura ao início desta guerra de agressão», à semelhança das agressões à Jugoslávia, ao Afeganistão ou ao Iraque.

Mas o que para o PCP constitui uma ingerência que colide frontalmente com o nosso texto constitucional - a decisão do Governo português em apoiar esta agressão –, já para o PS e seus parceiros à direita não passa de uma acção em defesa do povo líbio.

E assim justificaram o seu voto contra, não sem recorrerem a uma grosseira diatribe anticomunista, como fez José Luís Arnault (PSD) que chegou mesmo a dizer que o PCP estava a dar um «sinal de apoio a uma ditadura».

Repudiando com veemência tais acusações, o deputado comunista António Filipe assinalou que a intervenção na Líbia «tem objectivos políticos, geoestratégicos e de recursos naturais», lembrando que o PCP está solidário com os líbios como está com os egípcios, os tunisinos, os povos do Iémen, da Síria, do Baherin «que está a ser chacinado por tropas estrangeiras vindas da Arábia Saudita, sem que haja o mínimo gesto de solidariedade da parte dos que hoje defendem a agressão à Líbia».

 

 



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