Calorosa recepção em terras escalabitanas
Um grande comício, em Alpiarça, encerrou com chave de ouro um dia de campanha, anteontem, pelo distrito de Santarém. O candidato visitou a Escola de Formação Profissional, em Salvaterra, onde reclamou trabalho com direitos para a juventude.
«Os jovens têm direito a ser felizes»
Com o salão de «Os Águias», em Alpiarça, cheio de apoiantes, a candidatura de Francisco Lopes ficou ainda mais revigorada com esta visita ao distrito de Santarém, acompanhado, como em todas as acções, pelos eleitos autárquicos da CDU e pelo mandatário distrital e membro do Comité Central do PCP, Sérgio Ribeiro.
O candidato almoçou na Escola de Formação Profissional, em Salvaterra de Magos, refeição que foi confeccionada pelos alunos da escola de hotelaria deste estabelecimento. Posteriormente, no auditório da escola, mais de 200 jovens e professores participaram numa sessão de perguntas e respostas. Salientando que «esta é uma candidatura republicana», explicou princípios básicos do comunismo, os motivos que o levaram a abraçar a causa da transformação revolucionária da sociedade, a importância de o Presidente da República cumprir e fazer cumprir a Constituição da República, e quais as propostas do PCP, para que se consagre uma educação universal e gratuita, crie emprego e perspectivas de futuro para a juventude. Francisco Lopes afirmou que a sua candidatura reivindica uma vida e um País melhor para a juventude, e lembrou como a política de direita desenvolvida, nas últimas décadas, tem destruído o aparelho produtivo e milhares postos de trabalho, criando dificuldades acrescidas aos jovens. Considerando que «os jovens têm direito a ser felizes», defendeu uma aposta decisiva e determinada no aparelho produtivo nacional e nas potencialidades técnicas e humanas dos trabalhadores, valorizando-os, respeitando-lhes os direitos, e que crie estabilidade no emprego. Antes do comício, o candidato visitou a Casa-Museu dos Patudos, em Alpiarça, revelando, desta forma simbólica, a importância que esta candidatura dá à defesa e salvaguarda do património nacional.
Portalegre saudou Jerónimo
Montargil, Galveias, Ponte de Sor, Ervedal, Avis, Seda e Crato receberam, anteontem, o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, em campanha pelos concelhos de Ponte de Sor e Avis, no distrito de Portalegre.
Momento alto da visita foi um muito participado comício no Auditório Municipal do Crato, com apoiantes de Francisco Lopes, demonstrando a confiança que o povo deposita no candidato que é, nestas eleições, a única alternativa à política de direita.
Em Montargil, o Largo da GNR compôs-se com mais de 80 apoiantes, que escutaram Jerónimo de Sousa, após intervenção do mandatário distrital e presidente da Câmara Municipal de Avis, Manuel Coelho. Responsabilizando a política de direita, praticada pelo Governo PS, com o apoio do PSD, de Cavaco Silva e dos restantes candidatos presidenciais, de que foi exemplo a aprovação do Orçamento do Estado, o Secretário-Geral do PCP salientou que só Francisco Lopes se compromete a respeitar a Constituição de Abril, e reclama por incentivos do Estado à produção e ao pequeno comércio, de forma a criar postos de trabalho com direitos, combatendo o desemprego e os défices produtivos nacionais.
Depois de um animado almoço que contou com a participação de mais de 70 apoiantes, em Galveias, Jerónimo de Sousa rumou até à empresa de transformação alimentar, INCOPIL, em Ponte de Sor, onde recordou o défice produtivo alimentar nacional, e salientou a necessidade de políticas de apoio à produção. Acompanhado por membros da direcção da fábrica que transforma praticamente toda a produção agrícola de tomates, pimentos e derivados da região, em compotas e afins, Jerónimo de Sousa contactou com os trabalhadores e visitou as instalações.
Após um jantar na Junta de Freguesia de Seda, em que participaram cerca de 150 apoiantes da candidatura de Francisco Lopes, o Secretário-Geral do PCP voltou a ter calorosas recepções, nos salões das freguesias de Ervedal e Avis. A visita comprovou o reconhecimento das populações pelo papel ímpar e insubstituível do Partido e da sua candidatura, «patriótica e de esquerda, em defesa dos trabalhadores, do povo e do País, por um Portugal com futuro».