UE aprova sanções «automáticas»
Os ministros das Finanças da União Europeia acordaram, na terça-feira, 28, a introdução de um mecanismo de sanções «mais automáticas» a ser utilizado no futuro contra os países com endividamentos ou défices muito avultados, anunciou o presidente do Conselho Europeu.
O belga Herman Van Rompuy afirmou, em comunicado, ter-se verificado um «elevado grau de convergência» entre os ministros sobre a adopção do novo «mecanismo de tomada de decisão sobre as sanções».
Assim, as decisões deverão ser tomadas «com base na regra maioritária invertida», ou seja, será necessário que uma maioria de Estados se oponha às sanções para as impedir, ao passo que actualmente é necessário que uma maioria seja favorável às sanções para as implementar.
O objectivo é dificultar um eventual bloqueio pelos países «indisciplinados», precisou Van Rompuy. No entanto, se a Alemanha, por exemplo, é favorável ao total automatismo destas sanções, logo que certos limites sejam ultrapassados, outros países, como a França, insistem que os responsáveis políticos devem continuar a ter uma palavra a dizer antes de se sancionar um país.