As «estreias» dos que regressam

A RTP-1 anuncia para esta semana duas «estreias» que, feitas as contas, são apenas dois «regressos». Por sinal, ambos no campo do humor.

O primeiro é o Herman 2010, o talk show que há uns meses marcou o regresso do humorista ao canal público – onde, de resto, fez o essencial da sua obra e da sua carreira. A sinopse diz que se trata de «um talk show com boa conversa e humor acutilante, feito à imagem de Herman José», mas o pior é que «a imagem» que Herman José há já largos anos dá de si, como humorista, está longe das alturas a que chegou a «imagem» que, merecidamente, ganhou no humor português... De qualquer modo é um regresso que naturalmente se assinala, embora a própria RTP-1 não pareça muito empenhada em promovê-lo ( a «estreia» está programada para a meia-noite e meia do próximo sábado).

O segundo regresso é o de Lado B, o one man show protagonizado pelo humorista Bruno Nogueira que, no caso, costuma apresentar três convidados que vai entrevistando/interpelando na notória busca de efeitos cómicos ou, no mínimo, interessantes. A primeira série deste programa mostrou um Bruno Nogueira muito mais «cordato» e «politicamente correcto» a lidar com as figuras políticas levadas ao programa, do que o que estávamos habituados a ver, por ele mesmo, nos seus papéis nos Contemporâneos. Esperemos que corrija a mira nesta segunda série, que (re)começa na meia-noite do próximo domingo.


Meia-Maratona Vodafone


Pelos vistos, as maratonas tornaram-se um alvo preferencial de propaganda das grandes empresas. Chegou mais uma: Vodafone – 11.ª Meia-Maratona do Centenário (2010), que vai decorrer no próximo dia 26 (domingo) entre a Ponte Vasco da Gama e o Pavilhão Atlântico no Parque das Nações, num total de 21,095 quilómetros. A RTP-1 transmite a coisa em directo a partir das 10 da manhã, transmissão que ganhará foros de «acontecimento nacional» se, por acaso, o primeiro-ministro José Sócrates a aproveitar para mais uma vez se exibir como um «corredor de fundo»...


Liga dos Campeões

Acabou o Verão e o gigantesco negócio do futebol está a olear as dobradiças e a retomar a actividade. Por isso aí temos de novo a incensada Liga dos Campeões – o suprasumo do futebol internacional por equipas – que até nos surge esta semana com um clube português na liça: trata-se do Sporting Clube de Braga que, na próxima terça-feira, pelas 19.45, enfrenta o ucraniano Shakhtar Donetsk. Obviamente, há transmissão directa na RTP-1. Nesse mesmo dia, mas às 23 horas, há os «Resumos» dos outros jogos desta competição da Liga dos Campeões disputados nesta jornada, «Resumos» que se completam no dia seguinte, quarta-feira, com nova dose emitida às 22.30.


Um filme


A Céu Aberto
(Open Range, no original) foi o segundo western produzido, realizado e interpretado com sucesso por Kevin Costner (o primeiro foi Dança Com Lobos, de 1990, com que Costner arrebatou sete Oscares, incluindo o de melhor realização, da sua autoria). Este Open Range é de 2003 e, embora não tenha arrebatado tantos prémios, constitui um notável exemplar deste género cinematográfico com génese em Hollywood, dado como morto e enterrado várias vezes mas que filmes como os de Costner têm teimosamente revivificado. No caso trata-se de um conflito clássico neste tipo de filmes (uma povoação do longínquo Oeste dominada por um terratenente brutal, que dois forasteiros de passagem se vêem forçados a enfrentar e derrotar após humilhações insuportáveis), servido por uma narrativa expedita e um naipe de actores de primeira água, onde se destaca o próprio Costner, Robert Duvall e Annette Bening. Apenas uma nota: o duelo final, onde Costner e Duvall enfrentam um bando de sete às ordens do terratenente (magnífica prestação de Michael Gambon) merece figurar nas antologias do género.



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