Situação dramática na Madeira
A Secretaria Regional de Educação e Cultura da Madeira está a dar instruções às Delegações Escolares para reduzirem drasticamente o número de professores e educadores de infância nas escolas a tempo inteiro.
Enorme desrespeito por todos os docentes
Esta directiva, segundo denunciam os comunistas da Madeira, é para ser concretizada já no próximo ano escolar, ou seja, a partir do dia 1 de Setembro e passa pela recusa de renovação de contrato a centenas de docentes que durante os últimos anos serviram o sistema educativo da Região Autónoma da Madeira (RAM).
«Estes professores e educadores serão agora colocados numa lista graduada e dificilmente conseguirão obter um horário de trabalho numa escola da rede pública regional porque as escolas estão obrigadas a distribuir as actividades de enriquecimento curricular por um número muito reduzido de docentes e a entregar ao pessoal auxiliar tarefas que durante os últimos anos foram da responsabilidade de professores e educadores de infância», acusam, em nota de imprensa, divulgada na passada semana, os eleitos do PCP, lamentando o «enorme desrespeito por todos quantos durante anos trabalharam nas escolas da RAM».
«Depois das alterações à Acção Social Educativa, depois do aumento das mensalidades das creches e jardins-de-infância, depois da decisão de se impor o pagamento das refeições às crianças da educação pré-escolar e do 1.º ciclo nas escolas básicas, eis que os cortes atingem os próprios docentes, aplicando-se uma política irresponsável e desastrosa de redução de pessoal. Irresponsável porque lança no desemprego profissionais qualificados que são necessários ao desenvolvimento da Madeira e do Porto Santo e desastrosa porque compromete definitivamente a qualidade da escola pública da nossa Região», acrescentam os comunistas.