Utentes não vão ficar parados
A Carris pôs em prática mais uma fase da «Rede 7», deixando as populações com menos transportes, lesando, sobretudo, os mais idosos e as pessoas com mobilidade condicionada.
Os horários continuam a ser muito deficientes
Ao todo foram alteradas 26 carreiras, que, por exemplo, deixam de fazer o percurso entre as Amoreiras e o Marquês de Pombal (713), e entre a Alameda e as Amoreiras (718). A carreira 716 deixa de ir à Praça do Chile, a 740 às Olaias e a 49 passa a fazer apenas o circuito ISEL-Entrecampos apenas nos dias úteis. A Carris diminuiu ainda as frequências das carreiras 21 (Moscavide/Saldanha) e 39 (Marvila/Marvila), durante as horas de ponta, e da carreira 753 (Gomes Freire/Centro Sul) todo o dia.
Em nota à comunicação social, a Plataforma das Comissões de Utentes da Carris condenou estas medidas e informou que, na vasta maioria dos casos, para lá das 21.30 horas, os horários continuam a ser muito deficientes, não servindo condignamente a população de Lisboa. Os utentes criticam ainda o facto de a Carris não ter consultado, como é legalmente exigido, os órgãos autárquicos que governam a cidade (juntas de freguesia e Câmara Municipal), assim como os próprios trabalhadores da empresa.
Assim, com o objectivo de salvaguardar os interesses de todos quantos utilizam esta forma de transporte, a Plataforma já solicitou uma reunião com a Administração da Carris, de forma a obter os devidos esclarecimentos e apresentar as suas reclamações, reservando-se o direito de prosseguir com as suas reivindicações.