Funcionários espanhóis

Greve com forte adesão

Dos cerca de 2,5 milhões de funcionários públicos abrangidos pela convocatória de greve, no dia 8, cerca de 75 por cento aderiram ao protesto – o primeiro desde há 14 anos na administração pública de Espanha.

Nas várias regiões do país realizaram-se mais de 60 manifestações que juntaram muitos milhares de trabalhadores contra o pacote anti-social que pretende impor uma redução média de cinco por cento dos salários, seguido de um congelamento das remunerações no próximo ano.

O arsenal de restrições anunciadas em Maio pelo governo «socialista» inclui ainda o congelamento das pensões, a subida do IVA e cortes orçamentais a eito, com o objectivo declarado de «economizar» 50 mil milhões de euros até 2013, reduzindo assim o défice público dos actuais 11,2 por cento para os almejados três por cento.

Como complemento desta ofensiva, o executivo espanhol quer levar por diante uma reforma do mercado de trabalho que liberaliza os despedimentos, reduzindo para menos de metade o montante das indemnizações.

As duas maiores centrais sindicais, Comisiones Obreras e UGT, ameaçam convocar uma greve geral caso o governo aprove unilateralmente a reforma. Nas ruas, milhares de trabalhadores exigiram a demissão da equipa de Zapatero, que conta com um apoio minoritário no parlamento.



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