Efeitos da adesão ao Euro

Um País violentado

O PCP voltou a considerar «crucial» o papel da soberania e independência nacional para a viabilidade económica do País, defendendo que esse desiderato só é exequível no quadro de uma «política patriótica e de esquerda».

Esta posição foi reiterada pelo deputado comunista Agostinho Lopes em declaração política proferida na passada semana a propósito de uma entrevista de João Ferreira do Amaral, professor no Instituto Superior de Economia e Gestão, ao Jornal de Negócios, publicada dia 25, onde aborda de forma crítica questões centrais colocadas pelo Euro ao País.

Entre outros pontos essenciais, citados pelo parlamentar do PCP, nela refere que a adesão ao Euro, feita como forma de impulsionar a integração política, é «um erro tremendo», acrescentando que a a economia foi usada «como cobaia».

Destaca ainda a contradição entre um Euro forte e a fragilidade da nossa estrutura produtiva, apontando a adesão como a «principal razão de perda de competitividade».

«Olhando para os factos, os resultados são desoladores», considera ainda aquele economista», que afirma que «a nossa economia tem sido destruída de forma fortíssima devido à participação na Zona Euro».

Agostinho Lopes, depois de citar outra passagem da entrevista onde se recorda como as classes dominantes sempre ao longo da história claudicaram perante interesses estrangeiros - «foi assim em 1383, em 1580 e ao longo de boa parte do século XIX com os projectos iberistas», anota João Ferreira do Amaral - , atribuiu uma «forte e particular ressonância» a estas palavras, sobretudo quando se tem presente «a política de integração comunitária de Portugal, conduzida desde 1986, e nomeadamente o salto qualitativo verificado com a adesão ao Euro».

E é por tudo isto, em suma, na opinião do deputado comunista, que esta é uma «entrevista lúcida», a merecer uma «leitura atenta e não preconceituosa».



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