Recuo nos transportes

Com o aval do Governo, as administrações começaram a negociar matérias que antes recusavam discutir, alegando então orientações do Governo, notou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, que vê este recuo como resultado das lutas realizadas a 23 de Março (greve no caminho-de-ferro) e 27 de Abril (ferroviários, rodoviários, fluviais e CTT).

Inicialmente, as empresas começaram por afirmar que não negociariam matérias que implicassem aumento da massa salarial, mas a Refer aceitou discutir deslocações e atribuição de concessões aos trabalhadores admitidos mais recentemente. O SNTSF/CGTP-IN, num comunicado de dia 8, refere que «no sector de transportes, houve empresas que já evoluíram, com propostas que têm implicações na massa salarial e nalgumas chegou-se inclusive a acordo», apontando a Soflusa como uma delas. Nesta (e na Transtejo, integradas num mesmo grupo empresarial), os trabalhadores ratificaram segunda-feira o acordo obtido com os sindicatos na quinta-feira, que contempla um prémio anual extra, de 200 euros, a aplicar este ano, bem como a retirada de propostas gravosas da empresa e a assunção do objectivo de publicação oficial do texto do Acordo de Empresa - o que levou à suspensão das greves anunciadas para dias 10 e 11.

Exigindo a reabertura de negociações nas demais empresas, o sindicato anunciou que, a par da mobilização para a manifestação nacional de dia 29, iria discutir esta semana com os trabalhadores a realização de uma greve no sector.



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