Comunicado da Comissão Política do Comité Central do PCP

Derrotar uma nova e perigosa ofensiva contra os trabalhadores e a soberania nacional

I


1. O PCP, pe­rante a in­tensa e pe­ri­gosa ope­ração de ca­rácter es­pe­cu­la­tivo di­ri­gida a partir dos cen­tros de de­cisão do grande ca­pital, chama a atenção para a in­qui­e­tante ma­nobra que PS e PSD – as­so­ci­ados aos cír­culos e in­te­resses do ca­pital fi­nan­ceiro e dos grupos eco­nó­micos – têm em curso para in­ten­si­ficar o ataque às con­di­ções de vida e di­reitos dos tra­ba­lha­dores e pros­se­guir a sua po­li­tica de de­sastre eco­nó­mico e so­cial. A Co­missão Po­lí­tica do Co­mité Cen­tral do PCP su­blinha que a si­tu­ação em que o País se en­contra é re­sul­tado da de­sas­trosa po­lí­tica de di­reita e da sua sub­missão aos in­te­resses e à chan­tagem do grande ca­pital na­ci­onal e in­ter­na­ci­onal e rei­tera que a res­posta aos pro­blemas na­ci­o­nais exige uma ur­gente rup­tura com esta po­lí­tica e uma nova po­lí­tica, pa­trió­tica e de es­querda.


II


2. Os re­centes mo­vi­mentos es­pe­cu­la­tivos do ca­pital fi­nan­ceiro vi­sando a eco­nomia por­tu­guesa, a par de ope­ra­ções si­mi­lares di­rec­ci­o­nadas contra ou­tros países eu­ro­peus, são ex­pressão do ca­rácter es­tru­tural e sis­té­mico da crise ac­tual do ca­pi­ta­lismo.

Des­men­tindo ca­te­go­ri­ca­mente os dis­cursos da «re­toma» e da «luz ao fundo do túnel», a si­tu­ação in­ter­na­ci­onal con­tinua a ser mar­cada por uma per­sis­tente re­cessão eco­nó­mica e um pre­vi­sível largo pe­ríodo de es­tag­nação – acom­pa­nhado pelo au­mento do de­sem­prego, pela evo­lução ne­ga­tiva da pro­cura, pela de­sin­dus­tri­a­li­zação e pelos cres­centes dé­fices pú­blicos –, dei­xando an­tever novas e ainda mais pe­ri­gosas ex­plo­sões de crise, de de­rivas se­cu­ri­tá­rias, mi­li­ta­ristas e an­ti­de­mo­crá­ticas do sis­tema e de agu­di­zação de ri­va­li­dades inter-im­pe­ri­a­listas.


3. A «onda» de es­pe­cu­lação fi­nan­ceira vi­sando as eco­no­mias mais vul­ne­rá­veis e de­pen­dentes da zona Euro é re­sul­tado da fi­nan­cei­ri­zação da eco­nomia mun­dial, da des­truição dos te­cidos pro­du­tivos destas eco­no­mias e ex­pressão da vo­la­ti­li­dade dos mer­cados fi­nan­ceiros. Tendo como ele­mento mais vi­sível a acção das Agên­cias de No­tação (Ra­ting), ela é também ex­pressão de uma maior e de­ci­siva questão – o pro­cesso de in­te­gração ca­pi­ta­lista e os ins­tru­mentos que lhe estão as­so­ci­ados: pro­moção da livre e des­re­gu­lada cir­cu­lação de ca­pi­tais; li­be­ra­li­zação dos mer­cados e cres­cente fi­nan­cei­ri­zação da eco­nomia; re­dução do in­ves­ti­mento pú­blico a pre­texto do Pacto de Es­ta­bi­li­dade e Cres­ci­mento; des­re­gu­la­men­tação das re­la­ções la­bo­rais e des­va­lo­ri­zação dos sa­lá­rios en­quanto fac­tores de au­mento da ex­plo­ração; li­be­ra­li­zação e pri­va­ti­zação dos ser­viços pú­blicos; con­cen­tração de poder eco­nó­mico e po­lí­tico quer no plano mun­dial quer eu­ropeu.

As «clas­si­fi­ca­ções» das Agên­cias de No­tação, de que Por­tugal, a Grécia e a Es­panha são o alvo re­cente, tra­duzem uma clara opção sobre o mo­mento e os alvos da dra­ma­ti­zação ar­ti­fi­cial e se­lec­tiva dos dé­fices pú­blicos e da es­pe­cu­lação fi­nan­ceira a ela as­so­ciada. Mas são também in­se­pa­rá­veis das de­ci­sões po­lí­ticas do grande ca­pital e das grandes po­tên­cias (como aliás a re­acção da Ale­manha e da União Eu­ro­peia o re­velam) e ex­pressam o ca­rácter su­bal­terno que eco­no­mias como a por­tu­guesa têm no quadro dos in­te­resses do­mi­nantes da União Eu­ro­peia e do Euro.

A nova «onda» es­pe­cu­la­tiva é igual­mente in­se­pa­rável de uma nova fase qua­li­ta­tiva no de­sen­vol­vi­mento da ac­tual crise do ca­pi­ta­lismo, com a in­ten­si­fi­cação dos pro­cessos de con­cen­tração e cen­tra­li­zação do ca­pital e o apro­fun­da­mento das con­tra­di­ções inter-im­pe­ri­a­listas na área eco­nó­mica e em par­ti­cular na questão mo­ne­tária entre po­tên­cias eu­ro­peias, como a Ale­manha e os Es­tados Unidos da Amé­rica.

Os dis­cursos da «res­pon­sa­bi­li­dade» e da «re­gu­lação» pro­pa­gan­de­ados há poucos meses foram ra­pi­da­mente aban­do­nados na vo­ragem es­pe­cu­la­tiva e ex­plo­ra­dora da ac­tual crise do ca­pi­ta­lismo. Os «es­pe­cu­la­dores» contra os quais al­guns se pa­recem in­dignar não são mais do que os ido­la­trados mer­cados de ontem, que esses mesmos dizem querer «acalmar» sa­tis­fa­zendo mais uma vez as suas im­po­si­ções.


4. O PCP chama a atenção para a vasta ofen­siva contra os di­reitos dos tra­ba­lha­dores e dos povos vi­sando fazer emergir da ac­tual crise um novo quadro nas re­la­ções entre Ca­pital e Tra­balho ainda mais fa­vo­rável aos pro­cessos de ex­plo­ração.

O que está ver­da­dei­ra­mente em curso é um ina­cei­tável e cri­mi­noso pro­cesso de con­cen­tração e cen­tra­li­zação ca­pi­ta­lista ope­rada em con­junto pelo grande ca­pital trans­na­ci­onal e pelas mai­ores po­tên­cias ca­pi­ta­listas mun­diais. O tal ca­pital fi­nan­ceiro que re­cebeu dos co­fres dos es­tados mi­lhões de mi­lhões de euros é exac­ta­mente o mesmo que agora es­pe­cula sobre a fra­gi­li­dade das contas pú­blicas criada por esses mesmos apoios e pela de­pen­dência eco­nó­mica. Os mesmos go­vernos que acor­reram a salvar o ca­pital fi­nan­ceiro na pri­meira ex­plosão da ac­tual crise são os mesmos que, la­men­tando «os ata­ques es­pe­cu­la­tivos e a tur­bu­lência dos mer­cados», correm a aprovar novos planos de ex­plo­ração ca­pi­ta­lista que es­tendam o ta­pete ao saque do ca­pital fi­nan­ceiro e trans­firam para os tra­ba­lha­dores e os povos os custos do roubo.

O que fica claro com os mais re­centes acon­te­ci­mentos e de­ci­sões – como é bem pa­tente no caso da Grécia – é que o grande ca­pital pre­tende au­mentar a ex­plo­ração dos tra­ba­lha­dores e dos povos e po­ten­ciar os seus lu­cros (con­tando para tal com a co­la­bo­ração ac­tiva de go­vernos sub­missos) e não «ajudar» ou «apoiar» as eco­no­mias mais de­bi­li­tadas, como fal­sa­mente tem sido in­vo­cado.

Pe­rante as no­tí­cias das ina­cei­tá­veis me­didas im­postas à Grécia pela União Eu­ro­peia e o FMI, e apro­vadas e de­fen­didas pelo Go­verno grego, a Co­missão Po­lí­tica do PCP ex­pressa ao povo e aos tra­ba­lha­dores da Grécia, ao seu mo­vi­mento sin­dical de classe e aos co­mu­nistas gregos a sua so­li­da­ri­e­dade.


III


5. Na União Eu­ro­peia a crise é usada para a con­cen­tração do poder eco­nó­mico e po­lí­tico, para mai­ores avanços na li­be­ra­li­zação dos mer­cados e para a con­so­li­dação do di­rec­tório das grandes po­tên­cias.

Um a um, os dogmas da União Eu­ro­peia e os ins­tru­mentos des­ti­nados a impor a ace­le­rada in­te­gração ca­pi­ta­lista caem por terra: do Plano de Es­ta­bi­li­dade e Cres­ci­mento até às ques­tões or­ça­men­tais, do papel e ori­en­tação po­lí­tica do Banco Cen­tral Eu­ropeu ao pró­prio Euro. O ca­rácter pro­fun­da­mente ne­o­li­beral da anun­ciada Es­tra­tégia 2020; a dra­ma­ti­zação se­lec­tiva dos dé­fices das contas pú­blicas e o mo­delo em teste na Grécia; as in­sul­tu­osas pro­postas, in­ge­rên­cias e ul­ti­matos (como os de An­gela Merkel) re­velam bem o grau de fal­si­dade dos dis­cursos da so­li­da­ri­e­dade, da co­esão e da «Eu­ropa so­cial» e põem em evi­dência para que servem de facto os ins­tru­mentos con­tidos nos tra­tados e nas po­lí­ticas co­muns.


6. Euro e União Eco­nó­mica e Mo­ne­tária mais não visam do que servir os in­te­resses do ca­pital fi­nan­ceiro e das grandes po­tên­cias eu­ro­peias. Não é a co­o­pe­ração e o de­sen­vol­vi­mento equi­li­brado e sus­ten­tável de todos os povos que se pre­tende, mas sim o for­ta­le­ci­mento da ca­pa­ci­dade dos mais po­de­rosos para impor as suas leis e para con­ti­nuar a ra­pina dos re­cursos e in­ten­si­ficar a troca de­si­gual, com a ma­nu­tenção de uma Eu­ropa de ex­plo­ração, de­sem­prego e po­breza.

O nosso País não está con­de­nado à ine­vi­ta­bi­li­dade da ren­dição pe­rante o ca­pital fi­nan­ceiro e as grandes po­tên­cias. Re­cu­perar a so­be­rania na­ci­onal, a ca­pa­ci­dade de in­ter­venção sobre a nossa pró­pria eco­nomia, de­sen­volver e pro­teger o nosso te­cido pro­du­tivo, criar em­prego, apostar num forte e di­nâ­mico sector em­pre­sa­rial do Es­tado, tirar par­tido das nossas van­ta­gens com­pa­ra­tivas, di­ver­si­ficar as re­la­ções eco­nó­micas, no­me­a­da­mente com as cha­madas eco­no­mias emer­gentes, in­tervir de­ci­di­da­mente por uma al­te­ração de fundo do ac­tual rumo da União Eu­ro­peia, são de­ci­sões que estão ao al­cance do povo por­tu­guês e que cons­ti­tuem a única linha real de com­bate à vul­ne­ra­bi­li­dade da nossa eco­nomia.


IV


7. O PCP alerta para a ma­nobra que PS e PSD pre­param: a pre­texto da si­tu­ação e a co­berto de uma con­de­nável ati­tude de ca­pi­tu­lação pre­tendem dar novos e mais gra­vosos passos na ofen­siva contra os di­reitos dos tra­ba­lha­dores e as con­di­ções de vida do povo por­tu­guês.

O en­contro que reuniu José Só­crates e Passos Co­elho e o in­dis­far­çável com­pro­me­ti­mento mútuo que daí re­sultou em pros­se­guir e ace­lerar todas e cada uma das ame­aças con­tidas no PEC des­fazem o en­ce­nado dis­tan­ci­a­mento com que o PSD pro­curou iludir a total iden­ti­fi­cação com as op­ções es­sen­ciais as­su­midas pelo PS e é um sinal claro de que o que se pre­para são novos sa­cri­fí­cios e não a res­posta aos pro­blemas.

Em nome da ameaça es­pe­cu­la­tiva o que PS e PSD têm em vista – numa elu­ci­da­tiva con­fluência de in­te­resses do grande ca­pital – é a en­trega de mais di­nheiro aos es­pe­cu­la­dores.

O PCP chama a atenção para que a fan­ta­siosa ideia ven­dida por José Só­crates e Passos Co­elho sobre si­nais de con­fi­ança para «acalmar» os mer­cados não só é uma ma­ni­festa con­fissão de ca­pi­tu­lação na­ci­onal como uma an­te­ci­pada de­cla­ração de que PS e PSD se pre­param para pre­miar quem es­pe­cula e chan­ta­geia.

Quando se exigia uma nova po­lí­tica, uma enér­gica to­mada de po­sição contra as res­tri­ções da União Eco­nó­mica e Mo­ne­tária e a exi­gência do fim da es­pe­cu­lação, que estão a ar­rastar o País para o de­sastre, o que o grande ca­pital re­clama e que PS e PSD adoptam são novos cortes nos sa­lá­rios, no sub­sídio de de­sem­prego e nou­tras pres­ta­ções so­ciais, o alar­ga­mento da jor­nada de tra­balho, a pri­va­ti­zação de ser­viços e em­presas do Es­tado.

O PCP de­nuncia as novas res­tri­ções agora anun­ci­adas para o sub­sídio de de­sem­prego que, para lá da des­pre­zível in­di­fe­rença pe­rante a dig­ni­dade hu­mana que pa­ten­teia, se afirma como um de­li­be­rado ins­tru­mento ao ser­viço do au­mento da ex­plo­ração, da baixa de sa­lá­rios e de in­cen­tivo ao des­pe­di­mento re­cla­mados pelo grande pa­tro­nato.


8. Como o PCP há muito vem aler­tando, o pro­blema cen­tral do País não é o dé­fice pú­blico ou a dí­vida pú­blica mas sim a dí­vida ex­terna global (pú­blica e pri­vada) em con­sequência da de­sin­dus­tri­a­li­zação, da de­gra­dação do apa­relho pro­du­tivo, das pri­va­ti­za­ções, do do­mínio do ca­pital es­tran­geiro e de uma po­lí­tica mo­ne­tária e cam­bial con­du­zida pelo BCE, al­ta­mente pe­na­li­zante das nossas ex­por­ta­ções e ac­ti­vi­dades pro­du­tivas.

A saída para os pro­blemas na­ci­o­nais é in­se­pa­rável de uma forte afir­mação da nossa so­be­rania, que pres­supõe um de­ci­dido com­bate à es­pe­cu­lação, uma aposta no nosso apa­relho pro­du­tivo, a va­lo­ri­zação dos sa­lá­rios, a di­na­mi­zação do in­ves­ti­mento pú­blico. Uma po­lí­tica que in­verta o sen­tido único de agra­va­mento das de­si­gual­dades e in­jus­tiças e que im­ponha ao ca­pital fi­nan­ceiro, aos grandes lu­cros e à es­pe­cu­lação bol­sista uma tri­bu­tação que acabe com o cho­cante re­gime de mor­do­mias e be­nesses fis­cais.

Mas exige também uma co­ra­josa e pa­trió­tica ati­tude de afir­mação dos in­te­resses na­ci­o­nais e de exi­gência na União Eu­ro­peia de me­didas que possam res­ponder à es­pe­cu­lação e ao ataque à nossa so­be­rania. Uma ati­tude que de­fenda a rup­tura com o rumo ne­o­li­beral e fe­de­ra­lista da União Eu­ro­peia que pre­side às ori­en­ta­ções da sua po­lí­tica eco­nó­mica e mo­ne­tária e exija o fim do «Pacto de Es­ta­bi­li­dade e Cres­ci­mento». Uma ati­tude que tenha como eixo cen­tral a rup­tura com as po­lí­ticas anti-so­ciais da União Eu­ro­peia bem pa­tentes na pro­posta de «Es­tra­tégia 2020». Uma ati­tude que de­fenda uma real con­ver­gência fun­dada no pro­gresso so­cial, no apoio à pro­dução na­ci­onal, no in­ves­ti­mento pú­blico, no re­forço dos ser­viços pú­blicos, no em­prego com di­reitos. Uma ati­tude de firme com­bate à «livre» cir­cu­lação de ca­pi­tais, exi­gindo no­me­a­da­mente o fim dos pa­raísos fis­cais e dos pro­dutos fi­nan­ceiros de­ri­vados, assim como o real com­bate à es­pe­cu­lação fi­nan­ceira e bol­sista.


9. O que a si­tu­ação impõe é uma pa­trió­tica afir­mação da so­be­rania na­ci­onal e de exi­gência da de­fesa dos in­te­resses na­ci­o­nais. O que a si­tu­ação impõe é uma po­lí­tica de es­querda que rompa de­ci­di­da­mente com o rasto de de­clínio e re­tro­cesso que os su­ces­sivos go­vernos têm im­posto ao País. O que a si­tu­ação impõe é, re­jei­tando e con­de­nando a ati­tude de traição na­ci­onal das classes do­mi­nantes pe­rante os in­te­resses das grandes po­tên­cias, afirmar um outro rumo capaz de de­fender o de­sen­vol­vi­mento so­be­rano do País, elevar as con­di­ções de vida dos tra­ba­lha­dores e do povo, pro­mover o pro­gresso e a jus­tiça so­cial.


V


10. A Co­missão Po­lí­tica do PCP su­blinha o papel de­ci­sivo que a luta de massas – em par­ti­cular a luta da classe ope­rária e dos tra­ba­lha­dores – pode e deve as­sumir para re­sistir a esta nova ofen­siva.

A gran­diosa jor­nada de luta do 1.º de Maio e a acção na­ci­onal con­vo­cada pela CGTP-IN para 29 de Maio são ex­pressão do mo­vi­mento de pro­testo e da firme de­ter­mi­nação em dar com­bate e re­sistir aos novos pro­jectos de in­ten­si­fi­cação da ex­plo­ração dos tra­ba­lha­dores. A Co­missão Po­lí­tica do Co­mité Cen­tral do PCP apela a todos os mi­li­tantes para que, pela sua acção, es­cla­re­ci­mento e mo­bi­li­zação con­tri­buam para am­pliar a cor­rente dos que lutam e re­sistem contra novos ata­ques a di­reitos e afirmem pela sua acção uma ina­ba­lável con­fi­ança num País mais justo, de­sen­vol­vido e so­be­rano.


11. A acção do PCP cen­trada na de­núncia do PEC, na afir­mação de uma outra po­lí­tica e de um outro rumo para o País, com o ob­jec­tivo de re­a­lizar 500 ini­ci­a­tivas até ao fim do Verão, cons­titui um ele­mento cen­tral no es­cla­re­ci­mento e mo­bi­li­zação po­pu­lares para re­sistir aos pro­jectos do go­verno e para apontar ao País e aos por­tu­gueses uma po­lí­tica al­ter­na­tiva, de es­querda e pa­trió­tica capaz de res­ponder aos prin­ci­pais pro­blemas na­ci­o­nais.


3 de Maio de 2010

 



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