Negócio para o capital
No âmbito da Campanha Nacional «Com o PCP - lutar contra as injustiças, exigir uma vida melhor», Jerónimo de Sousa participou, anteontem, em Lisboa, numa audição sobre a Administração Pública.
Atacar os serviços públicos abre alas aos privados
«Está hoje muito claro que a campanha de diabolização da Administração Pública, dos seus serviços e dos seus trabalhadores, que a direita há muito vem desenvolvendo, tem como principal objectivo a alienação das principais funções económicas e sociais do Estado e a sua reconfiguração num sistema neoliberal», afirmou o Secretário-geral do PCP. Esta ofensiva, que atinge muitos outros sectores, só não alcançou maiores proporções «graças à luta dos trabalhadores e das populações».
Jerónimo de Sousa criticou a chamada reforma da Administração Pública, levada a cabo pelos governos do PS, prosseguindo a linha dos partidos da direita e tomando novas medidas que impuseram perdas de poder de compra dos salários e fragilizaram os serviços públicos. «Foi assim com o PRACE, que levou ao encerramento de um vasto número de serviços, a que se seguiu o chamado plano de "racionalização de efectivos" e o "regime de mobilidade", a antecâmara dos despedimentos», explicou, dando conta de que o Sistema de Avaliação de Desempenho foi «pensado para destruir as carreiras profissionais, impor o arbítrio do sistema de quotas e a arbitrariedade nas relações laborais».
O Secretário-geral do PCP defendeu, em oposição à política de direita, uma Administração Pública «forte, para garantir serviços públicos ao serviço da população». «O País precisa de uma política que promova o emprego e não de uma política que promova o desemprego», sublinhou, alertando para o «novo pacote» de privatizações (ANA, REN e TAP), «satisfazendo a gula do grande capital».
«Temos consciência de que a inversão deste caminho e do sentido de marcha desta política injusta, mas também suicida, tendo em conta os interesses do País, só é possível com a ampla e combativa luta de todos os trabalhadores», afiançou, realçando a greve geral dos trabalhadores da Administração Pública, que se realiza hoje.
Jerónimo de Sousa criticou a chamada reforma da Administração Pública, levada a cabo pelos governos do PS, prosseguindo a linha dos partidos da direita e tomando novas medidas que impuseram perdas de poder de compra dos salários e fragilizaram os serviços públicos. «Foi assim com o PRACE, que levou ao encerramento de um vasto número de serviços, a que se seguiu o chamado plano de "racionalização de efectivos" e o "regime de mobilidade", a antecâmara dos despedimentos», explicou, dando conta de que o Sistema de Avaliação de Desempenho foi «pensado para destruir as carreiras profissionais, impor o arbítrio do sistema de quotas e a arbitrariedade nas relações laborais».
O Secretário-geral do PCP defendeu, em oposição à política de direita, uma Administração Pública «forte, para garantir serviços públicos ao serviço da população». «O País precisa de uma política que promova o emprego e não de uma política que promova o desemprego», sublinhou, alertando para o «novo pacote» de privatizações (ANA, REN e TAP), «satisfazendo a gula do grande capital».
«Temos consciência de que a inversão deste caminho e do sentido de marcha desta política injusta, mas também suicida, tendo em conta os interesses do País, só é possível com a ampla e combativa luta de todos os trabalhadores», afiançou, realçando a greve geral dos trabalhadores da Administração Pública, que se realiza hoje.