Combater mistificações
Com cerca de noventa presenças, a Direcção da Organização Regional de Setúbal do Partido promoveu no passado sábado, na Academia Almadense, uma sessão assinalando o centenário da Revolução Republicana de 1910, que também serviu de inauguração da exposição produzida pelo PCP na Península de Setúbal.
Depois do momento cultural, a cargo de Fernando Jorge e António Tavares, Antónia Lopes, responsável pela organização partidária no concelho, deu a palavra a Domingos Abrantes, do Comité Central. Segundo este dirigente do Partido, a revolução republicana de 1910 «limpou espaço para que a burguesia e as massas populares, com o operariado na vanguarda, se confrontassem num frente a frente directo – a luta de classes – que cedo levou a morte aos trabalhadores». Logo em 13 de Março de 1911, um operário e uma operária conserveiros grevistas foram assassinados em Setúbal pela recém-criada Guarda Nacional Republicana.
O 5 de Outubro, prosseguiu Domingos Abrantes, inscreveu-se, contudo, no sentido progressista da história, liquidando a monarquia e derrotando a fracção burguesa ideologicamente identificada com a mesma, conforme escreveram Bento Gonçalves e Álvaro Cunhal. E por isso, na luta antifascista, nunca deixou de ser comemorado, sempre com particular intervenção do PCP, partido que, sob a influência da Revolução de Outubro de 1917, na Rússia, emergiu daquele período como o instrumento que faltava à classe operária em expansão.
«Não se trata, pois, de voltar aos “ideais liberais” de 1910, antes de afirmar que os valores essenciais que então moveram as classes mais desfavorecidas foram os que conduziram os portugueses ao 25 de Abril», sintetizou Domingos Abrantes. Foi chamada a atenção para a série de artigos sobre esta matéria que O Militante está publicar, também como forma de contrariar deturpações e mistificações veiculadas pelas comemorações oficiais.
Depois do momento cultural, a cargo de Fernando Jorge e António Tavares, Antónia Lopes, responsável pela organização partidária no concelho, deu a palavra a Domingos Abrantes, do Comité Central. Segundo este dirigente do Partido, a revolução republicana de 1910 «limpou espaço para que a burguesia e as massas populares, com o operariado na vanguarda, se confrontassem num frente a frente directo – a luta de classes – que cedo levou a morte aos trabalhadores». Logo em 13 de Março de 1911, um operário e uma operária conserveiros grevistas foram assassinados em Setúbal pela recém-criada Guarda Nacional Republicana.
O 5 de Outubro, prosseguiu Domingos Abrantes, inscreveu-se, contudo, no sentido progressista da história, liquidando a monarquia e derrotando a fracção burguesa ideologicamente identificada com a mesma, conforme escreveram Bento Gonçalves e Álvaro Cunhal. E por isso, na luta antifascista, nunca deixou de ser comemorado, sempre com particular intervenção do PCP, partido que, sob a influência da Revolução de Outubro de 1917, na Rússia, emergiu daquele período como o instrumento que faltava à classe operária em expansão.
«Não se trata, pois, de voltar aos “ideais liberais” de 1910, antes de afirmar que os valores essenciais que então moveram as classes mais desfavorecidas foram os que conduziram os portugueses ao 25 de Abril», sintetizou Domingos Abrantes. Foi chamada a atenção para a série de artigos sobre esta matéria que O Militante está publicar, também como forma de contrariar deturpações e mistificações veiculadas pelas comemorações oficiais.