Supermercados Êxito nas mãos do Estado

Bolivarianos combatem especulação

A cadeia de supermercados franco-colombiana Êxito vai ser expropriada pelo governo venezuelano. Em causa está a inflação dos preços com fins especulativos.

Está dado o primeiro passo para uma rede socialista de mercados

As numerosas infracções às leis venezuelanas - nomeadamente em matéria de aumento dos preços e ofertas fraudulentas - cometidas pelo grupo empresarial estão na base da decisão, explicou o presidente Hugo Chávez, que instou a Assembleia Nacional a aprovar legislação que sustente a medida.
Chávez defendeu que a expropriação servirá não apenas de exemplo para todas as empresas que não respeitem as normas da República Bolivariana, mas será, igualmente, o primeiro passo da criação de uma rede socialista de mercados, a Comerso.
No mesmo sentido, o ministro do Comércio da Venezuela, Eduard Samán, acusou a Êxito de especular não apenas no preço dos produtos mas também na transação de dólares, e justificou a medida com a ineficácia do encerramento temporário de outras cadeias de distribuição com semelhante conduta.
«A Êxito está associada a uma empresa, a Cada, onde as autoridades registaram especulação, por exemplo, no preço da carne», disse Samán, acrescentando que os trabalhadores do grupo são os mais entusiasmados com a expropriação e com a futura participação na gestão da empresa.
Com efeito, após as declarações do chefe do governo e do titular da pasta do Comércio, representantes sindicais da Êxito, em nome dos mais de 500 funcionários, expressaram apoio à medida e confirmaram as práticas gananciosas do proprietário, o qual, acusaram ainda, ameaçava e desrespeitava os trabalhadores e as suas organizações representativas. Como exemplos deram o reiterado boicote das negociações da convenção colectiva do sector, ou a não aplicação dos direitos e benefícios na legislação laboral.
A autoridade que fiscaliza as actividades económicas na Venezuela, Indepabis, encerrou, até ao momento, mais de 600 estabelecimentos por especulação, de um total de mais de mil inspeccionados em todo o país.
O organismo deu o prazo de um dia para que todos recoloquem os preços existentes antes da desvalorização da moeda nacional face ao dólar. Os aumentos ascendem, em vários supermercados, a 80 por cento, informou a autoridade.


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