Adiamentos inaceitáveis
O Governo voltou a adiar a construção da Plataforma Logística Maia/Trofa, reconhecendo agora que ela não se concretizará «enquanto o preço dos terrenos não vier a descer para níveis mais baixos». Não esclarece, porém, que é à construtora interessada – a SOMAGUE – que cabe o pagamento.
Na resposta a um requerimento do Grupo Parlamentar do PCP sobre a matéria, o Ministério das Obras Públicas e Transportes esclarece ainda não estar a ser encarada qualquer localização alternativa, nem a prever-se qualquer data para a construção da referida Plataforma.
Num comunicado de dia 5, a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP, para quem a resposta do Ministério significa o «abandono» do projecto, considera «escandaloso» que um tal projecto «esteja submetido à especulação imobiliária e ao interesse das construtoras». Mais, diz, o Governo está a aprofundar a discriminação da região, já que esta Plataforma Logística seria «uma importante alavanca para o desenvolvimento económico da região», particularmente de concelhos com taxas de desemprego muito superiores à média nacional e há anos carentes de investimentos centrais.
No dia 8, a DORP voltou a emitir um comunicado denunciando o adiamento de mais um projecto prometido – a expansão do Metro do Porto. Comentando as declarações do secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, o PCP considera que este adiamento terá «consequências muito negativas» para a população da região.
Lembrando que os últimos compromissos assumidos pelo Governo significavam já um adiamento de compromissos anteriores, e que mesmo assim «todos têm sido repetidamente falhados», a DORP realça que «não há nenhuma justificação técnica para os atrasos verificados, quanto mais para somar mais adiamentos».
Na resposta a um requerimento do Grupo Parlamentar do PCP sobre a matéria, o Ministério das Obras Públicas e Transportes esclarece ainda não estar a ser encarada qualquer localização alternativa, nem a prever-se qualquer data para a construção da referida Plataforma.
Num comunicado de dia 5, a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP, para quem a resposta do Ministério significa o «abandono» do projecto, considera «escandaloso» que um tal projecto «esteja submetido à especulação imobiliária e ao interesse das construtoras». Mais, diz, o Governo está a aprofundar a discriminação da região, já que esta Plataforma Logística seria «uma importante alavanca para o desenvolvimento económico da região», particularmente de concelhos com taxas de desemprego muito superiores à média nacional e há anos carentes de investimentos centrais.
No dia 8, a DORP voltou a emitir um comunicado denunciando o adiamento de mais um projecto prometido – a expansão do Metro do Porto. Comentando as declarações do secretário de Estado dos Transportes, Correia da Fonseca, o PCP considera que este adiamento terá «consequências muito negativas» para a população da região.
Lembrando que os últimos compromissos assumidos pelo Governo significavam já um adiamento de compromissos anteriores, e que mesmo assim «todos têm sido repetidamente falhados», a DORP realça que «não há nenhuma justificação técnica para os atrasos verificados, quanto mais para somar mais adiamentos».