A mudança constrói-se na luta
Só a luta pode levar o Governo a dar respostas aos problemas que os trabalhadores e o povo enfrentam, afirmou no sábado, em Almada, o Secretário-geral do PCP.
Os comunistas devem preparar e estimular as lutas populares
Participando numa sessão pública na freguesia do Laranjeiro, Jerónimo de Sousa chamou a atenção para a necessidade de os comunistas prepararem e estimularem a luta dos trabalhadores e das populações em defesa dos seus interesses concretos. A mudança de política constrói-se precisamente com a ampliação desta luta, afirmou o Secretário-geral do PCP perante uma sala repleta de militantes e simpatizantes do Partido.
Dando como exemplo a luta dos professores – que obrigou à «reconsideração e inversão de um processo que visava claramente a liquidação dos seus mais importantes direitos» –, Jerónimo de Sousa afirmou que este caso demonstra que a «luta vale a pena e que é este o caminho». Para em seguida realçar que «estas são lutas e vitórias que estimulam aqueles que não baixam os braços por um Portugal mais justo e por uma mudança na vida do País».
Da parte do PCP, prosseguiu, «continuamos a luta de todos os dias contra as injustiças», garantindo que «estivemos e continuaremos a estar em todo o País ao lado de quem sofre com esta política». Foi precisamente isto que tinham demonstrado, momentos antes, os restantes oradores da tarde.
Por uma vida digna
Hélder Viegas, membro da Comissão Concelhia de Almada e da célula do Partido no Arsenal do Alfeite, começou por acusar o Governo do PS pela extinção do Arsenal público e criação, em seu lugar, de uma Sociedade Anónima. Para além dos 600 postos de trabalho suprimidos, «os trabalhadores que hoje vendem a sua força de trabalho a esta nova empresa encontram-se numa situação nada favorável e completamente desprovidos de direitos», afirmou o militante.
«Mas não nos conformamos, estamos dispostos a encetar uma luta sem tréguas a esta Governo e a esta política», garantiu Hélder Viegas, acrescentando que os trabalhadores do Arsenal contam com o PCP «para que continue ao nosso lado, como sempre esteve».
Em seguida, José Augusto, da célula da Transtejo e também da Comissão Concelhia, realçou que naquela empresa não existem grandes atentados aos direitos dos trabalhadores porque estes se encontram organizados e vigilantes. Já João Jorge, da célula dos trabalhadores comunistas da autarquia, salientou o reforço da célula, em número de militantes e núcleos organizados. O que tem contribuído para o reforço da luta contra o SIADAP, a mobilidade especial ou os ataques à contratação colectiva.
Lembrando a difícil situação que os reformados enfrentam, Carlos Martins, do executivo daquela comissão concelhia, afirmou que mais de 85 por cento recebem reformas inferiores ao Salário Mínimo Nacional. Os aumentos decididos pelo Governo nada resolvem, acusou, pois rondam os 15 cêntimos diários. Eva Gomes, da JCP, destacou a vitória alcançada pelos estudantes de uma escola do concelho que, na sequência da sua luta, forçaram a contratação de três funcionários que faltavam na escola.
Defender os serviços públicos
Também na luta em defesa dos serviços públicos os comunistas têm estado particularmente activos. Como lembrou Luísa Ramos, do Executivo da Comissão Concelhia de Almada do Partido, em nome próprio ou através da actuação dos seus militantes nas comissões de utentes, os membros do PCP têm lutado em defesa das carreiras, pelo alargamento das coroas dos passes ou pela redução dos preços dos títulos de transporte.
Do mesmo organismo, Jorge Fernandes denunciou as carências existentes ao nível dos cuidados de saúde: no concelho de Almada, há 60 mil pessoas sem médico de família, 10 mil das quais na freguesia da Charneca de Caparica. Os horários curtos dos centros de saúde e a falta de resposta por parte do Hospital Garcia de Orta são outros dos problemas levantados. Também neste caso, as comissões de utentes têm assumido um importante papel no esclarecimento e na luta.
Depois de José Lourenço, da Comissão Concelhia, ter analisado a actual situação económica e social do concelho, o vice-presidente da Câmara Municipal (e também ele dirigente do Partido no concelho) José Gonçalves, valorizou o papel da autarquia no apoio a todas as lutas da população.
Dando como exemplo a luta dos professores – que obrigou à «reconsideração e inversão de um processo que visava claramente a liquidação dos seus mais importantes direitos» –, Jerónimo de Sousa afirmou que este caso demonstra que a «luta vale a pena e que é este o caminho». Para em seguida realçar que «estas são lutas e vitórias que estimulam aqueles que não baixam os braços por um Portugal mais justo e por uma mudança na vida do País».
Da parte do PCP, prosseguiu, «continuamos a luta de todos os dias contra as injustiças», garantindo que «estivemos e continuaremos a estar em todo o País ao lado de quem sofre com esta política». Foi precisamente isto que tinham demonstrado, momentos antes, os restantes oradores da tarde.
Por uma vida digna
Hélder Viegas, membro da Comissão Concelhia de Almada e da célula do Partido no Arsenal do Alfeite, começou por acusar o Governo do PS pela extinção do Arsenal público e criação, em seu lugar, de uma Sociedade Anónima. Para além dos 600 postos de trabalho suprimidos, «os trabalhadores que hoje vendem a sua força de trabalho a esta nova empresa encontram-se numa situação nada favorável e completamente desprovidos de direitos», afirmou o militante.
«Mas não nos conformamos, estamos dispostos a encetar uma luta sem tréguas a esta Governo e a esta política», garantiu Hélder Viegas, acrescentando que os trabalhadores do Arsenal contam com o PCP «para que continue ao nosso lado, como sempre esteve».
Em seguida, José Augusto, da célula da Transtejo e também da Comissão Concelhia, realçou que naquela empresa não existem grandes atentados aos direitos dos trabalhadores porque estes se encontram organizados e vigilantes. Já João Jorge, da célula dos trabalhadores comunistas da autarquia, salientou o reforço da célula, em número de militantes e núcleos organizados. O que tem contribuído para o reforço da luta contra o SIADAP, a mobilidade especial ou os ataques à contratação colectiva.
Lembrando a difícil situação que os reformados enfrentam, Carlos Martins, do executivo daquela comissão concelhia, afirmou que mais de 85 por cento recebem reformas inferiores ao Salário Mínimo Nacional. Os aumentos decididos pelo Governo nada resolvem, acusou, pois rondam os 15 cêntimos diários. Eva Gomes, da JCP, destacou a vitória alcançada pelos estudantes de uma escola do concelho que, na sequência da sua luta, forçaram a contratação de três funcionários que faltavam na escola.
Defender os serviços públicos
Também na luta em defesa dos serviços públicos os comunistas têm estado particularmente activos. Como lembrou Luísa Ramos, do Executivo da Comissão Concelhia de Almada do Partido, em nome próprio ou através da actuação dos seus militantes nas comissões de utentes, os membros do PCP têm lutado em defesa das carreiras, pelo alargamento das coroas dos passes ou pela redução dos preços dos títulos de transporte.
Do mesmo organismo, Jorge Fernandes denunciou as carências existentes ao nível dos cuidados de saúde: no concelho de Almada, há 60 mil pessoas sem médico de família, 10 mil das quais na freguesia da Charneca de Caparica. Os horários curtos dos centros de saúde e a falta de resposta por parte do Hospital Garcia de Orta são outros dos problemas levantados. Também neste caso, as comissões de utentes têm assumido um importante papel no esclarecimento e na luta.
Depois de José Lourenço, da Comissão Concelhia, ter analisado a actual situação económica e social do concelho, o vice-presidente da Câmara Municipal (e também ele dirigente do Partido no concelho) José Gonçalves, valorizou o papel da autarquia no apoio a todas as lutas da população.