Mudar de rumo no Algarve
A exigência de um novo rumo para o Algarve ganha «cada vez mais actualidade e urgência». Esta é a convicção do Executivo da Direcção da Organização Regional do Algarve que, em nota de imprensa de dia 8 de Janeiro, considera «esgotado» o modelo actual, assente «no turismo e actividades correlacionadas, imposto pelo PS, PSD e CDS-PP». Um modelo que visa apenas garantir «altas taxas de lucro» para os grandes grupos económicos, obtidos «à custa da crescente precariedade nas relações laborais e de mais baixos salários».
É devido a este modelo, garantem os comunistas, que os cinco por cento mais ricos da região possuem uma riqueza igual aos 60 por cento mais pobres. E é também por ele que a percentagem de trabalhadores com vínculos precários ronda os 50 por cento, para uma média nacional de 31 por cento. Este facto tem como consequência que os custos para o patronato são cerca de 40 por cento mais baixos do que os de um trabalhador efectivo. «Compreende-se assim melhor a quem serve o modelo de desenvolvimento imposto ao Algarve», realça a direcção comunista.
Perante este agravamento, impõe-se a intensificação da luta «por uma ruptura que abra caminhos novo que possibilite a concretização de uma política de esquerda ao serviço do real interesse nacional, dos trabalhadores e do povo». Para o PCP, a aposta deve ser feita na produção nacional e no apoio às actividades produtivas.
Face a esta situação, o Executivo da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP decidiu lançar, a partir de finais do mês, uma campanha regional de esclarecimento e de contacto com os trabalhadores e as populações. O objectivo é alargar a consciência para a real situação da região e para a necessidade da mudança.
É devido a este modelo, garantem os comunistas, que os cinco por cento mais ricos da região possuem uma riqueza igual aos 60 por cento mais pobres. E é também por ele que a percentagem de trabalhadores com vínculos precários ronda os 50 por cento, para uma média nacional de 31 por cento. Este facto tem como consequência que os custos para o patronato são cerca de 40 por cento mais baixos do que os de um trabalhador efectivo. «Compreende-se assim melhor a quem serve o modelo de desenvolvimento imposto ao Algarve», realça a direcção comunista.
Perante este agravamento, impõe-se a intensificação da luta «por uma ruptura que abra caminhos novo que possibilite a concretização de uma política de esquerda ao serviço do real interesse nacional, dos trabalhadores e do povo». Para o PCP, a aposta deve ser feita na produção nacional e no apoio às actividades produtivas.
Face a esta situação, o Executivo da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP decidiu lançar, a partir de finais do mês, uma campanha regional de esclarecimento e de contacto com os trabalhadores e as populações. O objectivo é alargar a consciência para a real situação da região e para a necessidade da mudança.