Blair acusado de guerra injustificada

Após a «confissão» do antigo primeiro-ministro britânico, em entrevista à BBC, dia 13, de que, mesmo sabendo que não existiam armas de destruição maciça no Iraque, teria decidido invadir o Iraque, o advogado Giovanni Di Stefano anunciou que pretende processar Tony Blair por violação da Convenção de Genebra de 1957.
O jurista, que teve como cliente Saddam Hussein, dirigiu um requerimento ao governo britânico onde sustenta que Blair violou o direito internacional, envolvendo o seu país numa guerra «não justificada pela necessidade militar e conduzida de maneira ilegal».
As declarações de Blair vieram confirmar que «a verdadeira motivação do ataque contra o Iraque foi o desejo de mudança de regime». Ora, como sublinha o advogado, a Carta das Nações Unidas proíbe este género de práticas e apenas justifica a guerra contra um Estado independente em caso de legítima defesa ou de ameaça clara aos interesses nacionais.
Em Março de 2003, quando o ataque se consumou, as potências agressoras sabiam que o Iraque não tinha nem armas nucleares, nem biológicas ou químicas, nem sequer um míssil capaz de transportar tais cargas.


Mais artigos de: Europa

O amigo da mafia

O ministro italiano da Economia vangloriou-se, em vésperas de Natal, do êxito do perdão fiscal, que já terá permitido o repatriamento de bens e capitais no valor 80 mil milhões de euros.

Liberal e desigual

A proposta de orçamento comunitário para 2010, aprovada dia 17 no Parlamento Europeu, com os votos contra do PCP, não dá a resposta necessária às crescentes desigualdades e ao agravamento das condições socioeconómicas.

Lituânia reconhece prisões secretas

A CIA, agência central de inteligência dos Estados Unidos, manteve pelo menos duas prisões secretas em território da Lituânia, segundo os resultados da investigação da comissão de inquérito parlamentar divulgados, dia 22, naquele país do Báltico.O trabalho dos deputados lituanos revelou que os serviços secretos nacionais...

Função pública convoca greve

Três sindicatos dos trabalhadores da função pública de França (CGT, FSU e Solidaires) convocaram uma jornada de greves e manifestações para 21 de Janeiro contra a «política destruidora do governo».Representando mais de 45 por cento dos trabalhadores do sector, as três estruturas denunciam a extinção de «mais de 100 mil...

Preocupações de 2009 para 2010

Na última sessão de Dezembro do ano que agora termina, estiveram em debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, temas da maior importância para o futuro próximo da União Europeia e dos respectivos estados-membros que envolveram quer a aprovação do orçamento comunitário para 2010, quer algumas reflexões sobre o fundo de...