Abre-se um novo ciclo
As organizações do PCP prosseguem a análise dos resultados eleitorais das eleições autárquicas de 11 de Outubro, apurando ganhos e perdas e definindo linhas de trabalho para o reforço do Partido.
Os resultados eleitorais traduzem realidades diferenciadas
A Direcção da Organização Regional de Castelo Branco considera que nas eleições de 11 de Outubro a CDU obteve no distrito uma votação que, «embora insatisfatória», representa uma significativa expressão eleitoral, importante para o trabalho em defesa dos interesses das populações e do desenvolvimento do distrito.
De facto, num quadro de crescente bipolarização que favorece as forças maioritárias no distrito – PS e PSD –, a CDU mantém, no essencial, a sua votação para os diversos órgãos, aumentando em votos e percentagem em cinco câmaras municipais e reduzindo em seis. A CDU mantém, ainda, o seu número de eleitos (8) em assembleias municipais, com um ligeiro aumento de percentagem; para as assembleias de freguesias, embora aumentando em número de votos e de percentagem, perdeu 1 eleito, passando de 38 para 37. Dentre estes números, que traduzem expressões diferentes nos concelhos e freguesias, a DORCB salienta alguns exemplos positivos, como a eleição de um de candidato da CDU para a Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova e o aumento do número de eleitos em 11 assembleias de freguesia. Como factores negativos, o PCP refere a perda do eleito na Assembleia Municipal de Vila Velha de Ródão e a redução do número de eleitos em 12 assembleias de freguesia.
A Comissão Concelhia de Almada congratula-se com a vitória da CDU no concelho, onde foi a força mais votada, não apenas para a Câmara (38,66%) e Assembleia Municipal (38,27%) mas também para o conjunto das assembleias de freguesia, onde obteve 36,41% do total da votação, a maioria em 8 das que a CDU já detinha e a conquista da maioria absoluta nas freguesias do Feijó e da Cova da Piedade.
Apesar da perda de um mandato na câmara, esta Concelhia considera que a votação obtida «deixa clara a intenção da população de Almada, de continuar a confiar na CDU e nos seus eleitos para gerir os destinos do município».
Aliás, os resultados obtidos têm um «valor político acrescido», tendo em conta o contexto em que as eleições se realizaram e os métodos usados durante a campanha eleitoral, que «nada têm a ver com a luta de ideias e de projectos intrínseca ao regime democrático», constituindo, ao invés, «instrumentos destinados a manipular, estimular preconceitos e condicionar as opções da população».
Uma postura positiva
Também a Comissão Concelhia do Barreiro se congratula com o reforço eleitoral da CDU no concelho, traduzido pela manutenção das maiorias absolutas nas freguesias de Alto do Seixalinho, Palhais e Santo André, pela obtenção de nova maioria absoluta na Freguesia do Barreiro e pela manutenção das maiorias relativas nas freguesias do Lavradio, Santo António da Charneca e Verderena.
Menos positivos foram os resultados obtidos na Freguesia de Coina, onde não se reconquistou a Junta de Freguesia mas onde a CDU manterá, «acima de tudo, uma postura activa e coerente em defesa dos interesses da população».
Por último, a Concelhia do Barreiro realça o resultado para a Assembleia Municipal, onde a CDU obtém uma «inequívoca vitória, com mais votos, mais percentagem e mais eleitos», bem como os resultados para a Câmara Municipal, «onde se atinge a eleição do 5.º vereador e um aumento de mais 2000 votos.
Confiante está a Comissão Concelhia de Serpa, que saúda a população do concelho por, mais uma vez, ter votado expressivamente» na CDU, renovando o mandato dos seus autarcas e dando-lhe a maioria na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal e nas assembleias de freguesia de Pias, Vale do Vargo, Vila Nova de São Bento, Brinches, Vila Verde de Ficalho e Santa Maria, e mais votos na Freguesia de Salvador.
Aliás, para esta Concelhia, «num contexto eleitoral em que o PS não olhou a meios propagandísticos, incluindo a calúnia», é significativo que na eleição para a Câmara Municipal a CDU tenha aumentado a diferença de votos em relação ao PS, comparativamente a 2005.
Uma voz que ninguém cala
A Comissão Concelhia de Óbidos, embora não ganhando as eleições – «nem era esse o seu objectivo tendo em conta a realidade local» – vê com satisfação os resultados obtidos, na medida em que a CDU «foi a única força política concorrente aos diferentes órgãos das autarquias do Concelho de Óbidos que subiu a votação, quer do ponto de vista relativo quer do ponto de vista absoluto, em comparação com os resultados das eleições autárquicas anteriores».
A CDU subiu de 175 para 340 votos (+94,3%) nas assembleias de freguesia, de 171 para 236 votos (+38%) na Câmara Municipal e de 212 para 359 votos (+69,3%) na Assembleia Municipal. Estas votações permitiram à CDU a eleição de representantes na Assembleia Municipal de Óbidos e nas assembleias de freguesia do Olho Marinho e do Sobral da Lagoa, o que significa que «a sua voz será ouvida e potenciará a apresentação de propostas» que vão ao encontro dos reais interesses da população do Concelho de Óbidos.
Entretanto, o PCP não quer deixar de lembrar que a CDU foi excluída, ilegal e antidemocraticamente por representantes do PSD da composição de algumas mesas de voto, o que mostra – ironiza – que, quando tanto se fala em «asfixia democrática», pelos vistos, «não é preciso ir muito longe…»
A Direcção Regional do PCP Açores, por seu lado, atribui os resultados obtidos no concelho da Horta à forte bipolarização e avultados investimentos do PS e do PSD em toda a Região e à personalização dos projectos autárquicos, sendo que a perda dos dois vereadores da CDU na Câmara Municipal da Horta se deve também a uma forte campanha nos média locais desenvolvida contra a CDU Faial durante o mandato anterior, campanha que não foi eficazmente contrariada.
Entretanto, a não reeleição dos seus dois deputados – que desenvolveram um trabalho notável e reconhecido nos pelouros que lhe estavam atribuídos – constitui «um retrocesso político que não é de somenos importância e que pode pôr em causa o projecto de desenvolvimento daquele concelho».
Finalmente, a DORAA do PCP regista como positivo o resultado global alcançado para as assembleias de freguesia, demonstrativo da proximidade da acção política crescente da CDU junto das populações, e o voto obtido na ilha de Santa Maria, que permitiu à CDU afirmar-se ali como terceira força política e ter um eleito na Assembleia Municipal.
Com provas dadas
A Comissão Coordenadora da CDU de Santarém, por sua vez, saúda todos os que «deram a cara» e trabalharam com coragem e dedicação para afirmar o carácter distintivo do projecto autárquico da CDU, projecto «ancorado nos princípios e valores traduzidos na consigna trabalho, honestidade e competência».
Considera, entretanto, que os resultados obtidos «foram insatisfatórios e ficaram muito aquém das expectativas e do trabalho desenvolvido», tendo para tanto contribuído a convergência de «factores de ordem interna, orgânica e outros de ordem externa», determinantes da actual situação. Para já, a reflexão em torno destes resultados irá prosseguir mas já com objectivos de futuro, «porque há ciclos que se encerram e outros que se abrem, numa perspectiva de alargamento e renovação, coerência e fidelidade aos princípios e valores». Certo é que os eleitos da CDU vão continuar a intervir com o «mesmo sentido de serviço» de que sempre deram provas.
Em Estombar, na votação para a Assembleia de Freguesia, PS e PSD ficaram com quatro mandatos e a CDU com um, resultado que dá a esta última força política o «poder decisório» para fazer coligações e estabelecer o próprio executivo da Assembleia.
Mas, segundo a CDU Lagoa, como esta força «sempre se orientou por princípios no sentido da defesa dos interesses colectivos, não só no plano da teorização política mas também em termos da nossa prática diária», não será realizada qualquer coligação com outra força política. E, «fazendo jus à decisão colectiva da população», o executivo será constituído pelo partido mais votado, sendo que a CDU participará com o seu eleito na Assembleia de Freguesia, onde continuará a votar de acordo com os reais interesses da população.
De facto, num quadro de crescente bipolarização que favorece as forças maioritárias no distrito – PS e PSD –, a CDU mantém, no essencial, a sua votação para os diversos órgãos, aumentando em votos e percentagem em cinco câmaras municipais e reduzindo em seis. A CDU mantém, ainda, o seu número de eleitos (8) em assembleias municipais, com um ligeiro aumento de percentagem; para as assembleias de freguesias, embora aumentando em número de votos e de percentagem, perdeu 1 eleito, passando de 38 para 37. Dentre estes números, que traduzem expressões diferentes nos concelhos e freguesias, a DORCB salienta alguns exemplos positivos, como a eleição de um de candidato da CDU para a Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova e o aumento do número de eleitos em 11 assembleias de freguesia. Como factores negativos, o PCP refere a perda do eleito na Assembleia Municipal de Vila Velha de Ródão e a redução do número de eleitos em 12 assembleias de freguesia.
A Comissão Concelhia de Almada congratula-se com a vitória da CDU no concelho, onde foi a força mais votada, não apenas para a Câmara (38,66%) e Assembleia Municipal (38,27%) mas também para o conjunto das assembleias de freguesia, onde obteve 36,41% do total da votação, a maioria em 8 das que a CDU já detinha e a conquista da maioria absoluta nas freguesias do Feijó e da Cova da Piedade.
Apesar da perda de um mandato na câmara, esta Concelhia considera que a votação obtida «deixa clara a intenção da população de Almada, de continuar a confiar na CDU e nos seus eleitos para gerir os destinos do município».
Aliás, os resultados obtidos têm um «valor político acrescido», tendo em conta o contexto em que as eleições se realizaram e os métodos usados durante a campanha eleitoral, que «nada têm a ver com a luta de ideias e de projectos intrínseca ao regime democrático», constituindo, ao invés, «instrumentos destinados a manipular, estimular preconceitos e condicionar as opções da população».
Uma postura positiva
Também a Comissão Concelhia do Barreiro se congratula com o reforço eleitoral da CDU no concelho, traduzido pela manutenção das maiorias absolutas nas freguesias de Alto do Seixalinho, Palhais e Santo André, pela obtenção de nova maioria absoluta na Freguesia do Barreiro e pela manutenção das maiorias relativas nas freguesias do Lavradio, Santo António da Charneca e Verderena.
Menos positivos foram os resultados obtidos na Freguesia de Coina, onde não se reconquistou a Junta de Freguesia mas onde a CDU manterá, «acima de tudo, uma postura activa e coerente em defesa dos interesses da população».
Por último, a Concelhia do Barreiro realça o resultado para a Assembleia Municipal, onde a CDU obtém uma «inequívoca vitória, com mais votos, mais percentagem e mais eleitos», bem como os resultados para a Câmara Municipal, «onde se atinge a eleição do 5.º vereador e um aumento de mais 2000 votos.
Confiante está a Comissão Concelhia de Serpa, que saúda a população do concelho por, mais uma vez, ter votado expressivamente» na CDU, renovando o mandato dos seus autarcas e dando-lhe a maioria na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal e nas assembleias de freguesia de Pias, Vale do Vargo, Vila Nova de São Bento, Brinches, Vila Verde de Ficalho e Santa Maria, e mais votos na Freguesia de Salvador.
Aliás, para esta Concelhia, «num contexto eleitoral em que o PS não olhou a meios propagandísticos, incluindo a calúnia», é significativo que na eleição para a Câmara Municipal a CDU tenha aumentado a diferença de votos em relação ao PS, comparativamente a 2005.
Uma voz que ninguém cala
A Comissão Concelhia de Óbidos, embora não ganhando as eleições – «nem era esse o seu objectivo tendo em conta a realidade local» – vê com satisfação os resultados obtidos, na medida em que a CDU «foi a única força política concorrente aos diferentes órgãos das autarquias do Concelho de Óbidos que subiu a votação, quer do ponto de vista relativo quer do ponto de vista absoluto, em comparação com os resultados das eleições autárquicas anteriores».
A CDU subiu de 175 para 340 votos (+94,3%) nas assembleias de freguesia, de 171 para 236 votos (+38%) na Câmara Municipal e de 212 para 359 votos (+69,3%) na Assembleia Municipal. Estas votações permitiram à CDU a eleição de representantes na Assembleia Municipal de Óbidos e nas assembleias de freguesia do Olho Marinho e do Sobral da Lagoa, o que significa que «a sua voz será ouvida e potenciará a apresentação de propostas» que vão ao encontro dos reais interesses da população do Concelho de Óbidos.
Entretanto, o PCP não quer deixar de lembrar que a CDU foi excluída, ilegal e antidemocraticamente por representantes do PSD da composição de algumas mesas de voto, o que mostra – ironiza – que, quando tanto se fala em «asfixia democrática», pelos vistos, «não é preciso ir muito longe…»
A Direcção Regional do PCP Açores, por seu lado, atribui os resultados obtidos no concelho da Horta à forte bipolarização e avultados investimentos do PS e do PSD em toda a Região e à personalização dos projectos autárquicos, sendo que a perda dos dois vereadores da CDU na Câmara Municipal da Horta se deve também a uma forte campanha nos média locais desenvolvida contra a CDU Faial durante o mandato anterior, campanha que não foi eficazmente contrariada.
Entretanto, a não reeleição dos seus dois deputados – que desenvolveram um trabalho notável e reconhecido nos pelouros que lhe estavam atribuídos – constitui «um retrocesso político que não é de somenos importância e que pode pôr em causa o projecto de desenvolvimento daquele concelho».
Finalmente, a DORAA do PCP regista como positivo o resultado global alcançado para as assembleias de freguesia, demonstrativo da proximidade da acção política crescente da CDU junto das populações, e o voto obtido na ilha de Santa Maria, que permitiu à CDU afirmar-se ali como terceira força política e ter um eleito na Assembleia Municipal.
Com provas dadas
A Comissão Coordenadora da CDU de Santarém, por sua vez, saúda todos os que «deram a cara» e trabalharam com coragem e dedicação para afirmar o carácter distintivo do projecto autárquico da CDU, projecto «ancorado nos princípios e valores traduzidos na consigna trabalho, honestidade e competência».
Considera, entretanto, que os resultados obtidos «foram insatisfatórios e ficaram muito aquém das expectativas e do trabalho desenvolvido», tendo para tanto contribuído a convergência de «factores de ordem interna, orgânica e outros de ordem externa», determinantes da actual situação. Para já, a reflexão em torno destes resultados irá prosseguir mas já com objectivos de futuro, «porque há ciclos que se encerram e outros que se abrem, numa perspectiva de alargamento e renovação, coerência e fidelidade aos princípios e valores». Certo é que os eleitos da CDU vão continuar a intervir com o «mesmo sentido de serviço» de que sempre deram provas.
Em Estombar, na votação para a Assembleia de Freguesia, PS e PSD ficaram com quatro mandatos e a CDU com um, resultado que dá a esta última força política o «poder decisório» para fazer coligações e estabelecer o próprio executivo da Assembleia.
Mas, segundo a CDU Lagoa, como esta força «sempre se orientou por princípios no sentido da defesa dos interesses colectivos, não só no plano da teorização política mas também em termos da nossa prática diária», não será realizada qualquer coligação com outra força política. E, «fazendo jus à decisão colectiva da população», o executivo será constituído pelo partido mais votado, sendo que a CDU participará com o seu eleito na Assembleia de Freguesia, onde continuará a votar de acordo com os reais interesses da população.