O que os distingue...
O que nestas linhas se dirá não é novidade para o seu autor. Mas creio que não podemos deixar de assinalar o que, nesta campanha eleitoral, se vai dizendo e o que isso revela do pensamento profundo de quem diz.
Miguel Portas, deputado do BE no Parlamento Europeu, entrou na campanha eleitoral para falar das diferenças entre o seu Partido e o partido do Governo, o PS.
E quis então deixar muito claro que o que «a nossa (do BE, claro) diferença do actual PS é com José Sócrates. Direitinho e com ele!» E prosseguiu, assinalando também a distância com o PSD, dizendo que «o que nos afasta de José Sócrates não é a asfixia democrática. É a arrogância e prepotência da maioria absoluta».
Tal expressão, mesmo descontando o facto de estar enquadrada num discurso mais vasto, não pode deixar de ser vista como um sinal dos encontros e desencontros daqueles dois partidos da social-democracia.
Todos os dias, nas televisões, ouvimos o omnipresente líder do BE a atirar-se ao PS e a afiançar estrondosas distâncias entre eles.
Agora quando estaríamos à espera de ouvir um dos principais dirigentes do BE denunciar o Código do Trabalho que o PS piorou, o favorecimento do grande capital e dos grupos económicos de que o PS fez gala, a privatização da educação que o PS prosseguiu, os ataques ao Serviço Nacional de Saúde que o PS levou mais longe, - a política de direita, enfim – ouvimos Miguel Portas situar as diferenças na arrogância de José Sócrates, e só nisso.
Talvez a Portas satisfaça a esquerda possível de que falou Manuel Alegre no comício do PS. Talvez Portas esteja, como os rostos que aparecem nos cartazes do BE, pronto para aceitar essa esquerda possível, desde que tenha a arrogância mais doseada e, por ventura, uma maioria menos absoluta.
Ora, como temos afirmado repetidamente, não basta uma mudança de estilo, que aliás José Sócrates já está a representar. O que é necessário é a ruptura com a política de direita, e com este caminho de injustiça social e de declínio nacional que, à vez, PS e PSD vêm executando.
Mas isso só se resolve com o voto e o reforço da CDU.
Miguel Portas, deputado do BE no Parlamento Europeu, entrou na campanha eleitoral para falar das diferenças entre o seu Partido e o partido do Governo, o PS.
E quis então deixar muito claro que o que «a nossa (do BE, claro) diferença do actual PS é com José Sócrates. Direitinho e com ele!» E prosseguiu, assinalando também a distância com o PSD, dizendo que «o que nos afasta de José Sócrates não é a asfixia democrática. É a arrogância e prepotência da maioria absoluta».
Tal expressão, mesmo descontando o facto de estar enquadrada num discurso mais vasto, não pode deixar de ser vista como um sinal dos encontros e desencontros daqueles dois partidos da social-democracia.
Todos os dias, nas televisões, ouvimos o omnipresente líder do BE a atirar-se ao PS e a afiançar estrondosas distâncias entre eles.
Agora quando estaríamos à espera de ouvir um dos principais dirigentes do BE denunciar o Código do Trabalho que o PS piorou, o favorecimento do grande capital e dos grupos económicos de que o PS fez gala, a privatização da educação que o PS prosseguiu, os ataques ao Serviço Nacional de Saúde que o PS levou mais longe, - a política de direita, enfim – ouvimos Miguel Portas situar as diferenças na arrogância de José Sócrates, e só nisso.
Talvez a Portas satisfaça a esquerda possível de que falou Manuel Alegre no comício do PS. Talvez Portas esteja, como os rostos que aparecem nos cartazes do BE, pronto para aceitar essa esquerda possível, desde que tenha a arrogância mais doseada e, por ventura, uma maioria menos absoluta.
Ora, como temos afirmado repetidamente, não basta uma mudança de estilo, que aliás José Sócrates já está a representar. O que é necessário é a ruptura com a política de direita, e com este caminho de injustiça social e de declínio nacional que, à vez, PS e PSD vêm executando.
Mas isso só se resolve com o voto e o reforço da CDU.