CDU cresce confiante
Impedida de realizar o comício de encerramento da campanha eleitoral, amanhã à noite, a CDU mudou-o para a Avenida Central, acusando o Governo Civil de recear o crescimento eleitoral da coligação no distrito.
Vai ser um grande comício de final de campanha
Pela segunda vez, o Governo Civil de Braga viu, na semana passada, a Comissão Nacional de Eleições negar-lhe razão e notificá-lo para requisitar o Teatro Circo, com capacidade para cerca de mil lugares. Edifício público, gerido por uma empresa do Município de Braga, foi indicado pela CDU para ali realizar um comício a 25 de Setembro, de acordo com a Lei Eleitoral. O governador civil informou que o espaço não seria cedido, porque a administração do Teatro Circo declarou que a sala estava indisponível para acções de campanha eleitoral.
Para a coordenadora distrital da CDU, o argumento invocado para a recusa da sala tem subjacente a ideia de que as actividades políticas não seriam dignas de ocorrer num local com a história e o carisma do Teatro Circo - ideia que a coligação repudia, lembrando que, tanto o governador civil, como a administração foram nomeados por políticos do PS, eleitos em eleições legislativas ou autárquicas...
A coligação PCP-PEV recorreu para a CNE e esta deu-lhe razão, notificando o Governo Civil, tal como já fizera na campanha para o Parlamento Europeu (decisão que o representante do Governo no distrito ignorou). O Governo Civil não cumpriu a decisão da CNE e, desta vez, resolveu recorrer para o Tribunal Constitucional.
«Há interesse do Governo Civil em obstaculizar a iniciativa da CDU naquele espaço», conclui a coordenadora distrital, no comunicado que divulgou dia 17, notando que foi o Governo Civil, e não a administração do Teatro Circo, quem recorreu da decisão da CNE. Ora, «tal atitude só pode ser entendida como uma expressiva manifestação de receio pelas possibilidades de crescimento eleitoral da CDU», além de evidenciar «uma inaceitável postura de certas estruturas desconcentradas do aparelho de Estado, de intervirem na campanha eleitoral com o objectivo de favorecimento do PS».
Na ocasião, a CDU assegurou que «as pressões do governador civil não a impedirão de realizar um grande comício de encerramento da campanha eleitoral no concelho de Braga».
Depois de conhecida a decisão do Tribunal Constitucional de dar razão ao Governo Civil, Agostinho Lopes, cabeça-de-lista da CDU no distrito de Braga, considerou-a «muito má para a democracia», pois «a realização de um comício no Teatro Circo era uma homenagem à história daquela casa centenária». Recordou que, «antes do 25 de Abril, foi possível realizar comícios naquele belo espaço, mesmo com riscos para os então proprietários», observando que «agora, 35 anos depois do 25 de Abril, sendo o edifício propriedade da Câmara Municipal, tal não é possível».
Para a coordenadora distrital da CDU, o argumento invocado para a recusa da sala tem subjacente a ideia de que as actividades políticas não seriam dignas de ocorrer num local com a história e o carisma do Teatro Circo - ideia que a coligação repudia, lembrando que, tanto o governador civil, como a administração foram nomeados por políticos do PS, eleitos em eleições legislativas ou autárquicas...
A coligação PCP-PEV recorreu para a CNE e esta deu-lhe razão, notificando o Governo Civil, tal como já fizera na campanha para o Parlamento Europeu (decisão que o representante do Governo no distrito ignorou). O Governo Civil não cumpriu a decisão da CNE e, desta vez, resolveu recorrer para o Tribunal Constitucional.
«Há interesse do Governo Civil em obstaculizar a iniciativa da CDU naquele espaço», conclui a coordenadora distrital, no comunicado que divulgou dia 17, notando que foi o Governo Civil, e não a administração do Teatro Circo, quem recorreu da decisão da CNE. Ora, «tal atitude só pode ser entendida como uma expressiva manifestação de receio pelas possibilidades de crescimento eleitoral da CDU», além de evidenciar «uma inaceitável postura de certas estruturas desconcentradas do aparelho de Estado, de intervirem na campanha eleitoral com o objectivo de favorecimento do PS».
Na ocasião, a CDU assegurou que «as pressões do governador civil não a impedirão de realizar um grande comício de encerramento da campanha eleitoral no concelho de Braga».
Depois de conhecida a decisão do Tribunal Constitucional de dar razão ao Governo Civil, Agostinho Lopes, cabeça-de-lista da CDU no distrito de Braga, considerou-a «muito má para a democracia», pois «a realização de um comício no Teatro Circo era uma homenagem à história daquela casa centenária». Recordou que, «antes do 25 de Abril, foi possível realizar comícios naquele belo espaço, mesmo com riscos para os então proprietários», observando que «agora, 35 anos depois do 25 de Abril, sendo o edifício propriedade da Câmara Municipal, tal não é possível».