Rumo de direita
Os deputados do PCP no Parlamento Europeu votaram contra a proposta de reeleição de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia, aprovada dia 17, com 282 votos a favor, 219 contra e 117 abstenções.
O voto contra do PCP tem razões de sobra
Em nota de imprensa, o PCP sublinha que «a aprovação pelo Parlamento Europeu da proposta de indigitação de Durão Barroso para Presidente da Comissão Europeia representa a continuidade das políticas e orientações comunitárias que têm presidido ao actual rumo neoliberal, federalista e militarista da União Europeia», notando que estas «políticas e orientação estão na origem da profunda crise económica e social que afecta os vários Estados membros da União Europeia, com consequências devastadoras para milhões de trabalhadores e para os povos».
«A reeleição de Durão Barroso significa, como o próprio já fez questão de referir, não só a continuação mas o aprofundamento das políticas que estão na raiz dos violentos ataques aos direitos dos trabalhadores no continente europeu, ao desmantelamento e privatização das funções sociais dos Estados e à liberalização dos serviços públicos.»
Neste sentido, a posição dos comunistas sublinha que «o facto de o agora reeleito Presidente da Comissão Europeia ser um cidadão português em nada altera a sua avaliação do percurso político e das políticas que Durão Barroso defendeu, defende e executa em Portugal ou na União Europeia.»
«O que está em causa», salienta-se no texto, «não são as pessoas mas sim as políticas. O PCP não esquece que o ex-primeiro-ministro português é aquele que participou na cimeira da guerra realizada nos Açores dando total cobertura à criminosa guerra do Iraque e que agora defende e exige dos Estados membros da União Europeia um maior envolvimento na guerra do Afeganistão. Durão Barroso é um dos impulsionadores da acelerada militarização da União Europeia no quadro de uma NATO cada vez mais agressiva.
«O PCP não esquece que Durão Barroso é um destacado defensor – tal como o actual primeiro-ministro português – do Tratado de Lisboa e da imposição antidemocrática de um novo referendo na Irlanda, marcado já por inaceitáveis pressões exteriores.
«O PCP não esquece que Durão Barroso teve e continuará a ter um papel central na definição e execução de políticas comunitárias profundamente contrárias aos interesses nacionais, designadamente na economia, indústria, energia, nas pescas ou agricultura.
«Estas, são razões mais do que suficientes para o PCP e o Grupo em que se integra – Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Verde Nórdica – terem votado contra a proposta do Conselho de reeleição de Durão Barroso.»
Convergência reveladora
A propósito do apoio dado pelos socialistas portugueses à reeleição de Barroso, o PCP regista que «num quadro em que o PS se esforça por apresentar diferenças face ao PSD durante a actual campanha eleitoral, tenha precisamente convergido com a direita no apoio à recondução de Durão Barroso e à continuidade das políticas abertamente neoliberais que estão na origem das injustiças e desigualdades que se registam no País e na União Europeia.
O texto assinala ainda que «o acordo obtido entre liberais, direita e parte considerável da social democracia no Parlamento Europeu em torno da recondução de Durão Barroso vem demonstrar mais uma vez que uma outra política de progresso e desenvolvimento social, de justa redistribuição da riqueza, de combate à pobreza e ao desemprego na União Europeia só pode ser obtida pela intensificação da luta dos trabalhadores e dos povos dos Estados membros.»
«A reeleição de Durão Barroso significa, como o próprio já fez questão de referir, não só a continuação mas o aprofundamento das políticas que estão na raiz dos violentos ataques aos direitos dos trabalhadores no continente europeu, ao desmantelamento e privatização das funções sociais dos Estados e à liberalização dos serviços públicos.»
Neste sentido, a posição dos comunistas sublinha que «o facto de o agora reeleito Presidente da Comissão Europeia ser um cidadão português em nada altera a sua avaliação do percurso político e das políticas que Durão Barroso defendeu, defende e executa em Portugal ou na União Europeia.»
«O que está em causa», salienta-se no texto, «não são as pessoas mas sim as políticas. O PCP não esquece que o ex-primeiro-ministro português é aquele que participou na cimeira da guerra realizada nos Açores dando total cobertura à criminosa guerra do Iraque e que agora defende e exige dos Estados membros da União Europeia um maior envolvimento na guerra do Afeganistão. Durão Barroso é um dos impulsionadores da acelerada militarização da União Europeia no quadro de uma NATO cada vez mais agressiva.
«O PCP não esquece que Durão Barroso é um destacado defensor – tal como o actual primeiro-ministro português – do Tratado de Lisboa e da imposição antidemocrática de um novo referendo na Irlanda, marcado já por inaceitáveis pressões exteriores.
«O PCP não esquece que Durão Barroso teve e continuará a ter um papel central na definição e execução de políticas comunitárias profundamente contrárias aos interesses nacionais, designadamente na economia, indústria, energia, nas pescas ou agricultura.
«Estas, são razões mais do que suficientes para o PCP e o Grupo em que se integra – Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Verde Nórdica – terem votado contra a proposta do Conselho de reeleição de Durão Barroso.»
Convergência reveladora
A propósito do apoio dado pelos socialistas portugueses à reeleição de Barroso, o PCP regista que «num quadro em que o PS se esforça por apresentar diferenças face ao PSD durante a actual campanha eleitoral, tenha precisamente convergido com a direita no apoio à recondução de Durão Barroso e à continuidade das políticas abertamente neoliberais que estão na origem das injustiças e desigualdades que se registam no País e na União Europeia.
O texto assinala ainda que «o acordo obtido entre liberais, direita e parte considerável da social democracia no Parlamento Europeu em torno da recondução de Durão Barroso vem demonstrar mais uma vez que uma outra política de progresso e desenvolvimento social, de justa redistribuição da riqueza, de combate à pobreza e ao desemprego na União Europeia só pode ser obtida pela intensificação da luta dos trabalhadores e dos povos dos Estados membros.»