Esclavagismo na Alsácia

As condições desumanas em que trabalharam cerca de meia centena de jovens trabalhadoras agrícolas romenas, polacas e ucranianas nos campos da Alsácia foram alvo de denúncia, dia 29, por parte da central sindical francesa, CGT.
As jovens que trabalham nos campos na apanha de morangos e espargos estão alojadas em condições deploráveis, pré-fabricados que «se parecem com jaulas com sanitários» afirma a CGT que compara a sua situação ao esclavagismo.
Várias delas apenas receberam seis euros por dez dias de trabalho, quando o salário mínimo em vigor no país se eleva a 8,71 euros por hora. O seu patrão, um alemão que arrendou terras em Brumath, impõe-lhes uma remuneração que oscila entre 25 e 50 cêntimos por quilo colhido, ignorando a legislação francesa que prevê um salário mínimo. Todavia, dependendo das condições climáticas naquela região do Norte, nem sempre há morangos maduros para colher e nesses dias as trabalhadoras nada ganham.
Depois da Inspecção do Trabalho ter aberto um inquérito na sequência da denúncia da CGT, dezenas de trabalhadoras foram enviadas para os seus países de origem.
Na visita que efectuaram ao acampamento situado a 20 quilómetros de Estrasburgo, os sindicalistas tiveram a impressão de «regressar ao passado» «Esta situação inumana a que são submetidas as mulheres vítimas de miséria mediante a exploração laboral deve cessar imediatamente», reclama a CGT.


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