Isenção e rigor!
O PCP, por intermédio de Vasco Cardoso, da Comissão Política, endereçou no dia 20 cartas à RTP e à SIC sobre a forma como a actividade do PCP e da CDU tem sido abordada pelas duas estações de televisão.
Na missiva enviada à estação pública, o PCP denuncia a acentuação da sua «política de silenciamento do PCP e da CDU, ao mesmo tempo que promove e favorece outras forças políticas», comprovada pela cobertura das iniciativas da semana de 11 a 17 de Maio.
A RTP, acusam os comunistas, «não esteve em diversas iniciativas com a presença do Secretário-geral do PCP» nem cobriu «nenhuma das iniciativas com a presença de Ilda Figueiredo», com a excepção da manifestação da CES em Madrid. Ao mesmo tempo, «foi dando voz, em diversas circunstâncias, aos candidatos de outras forças políticas».
Mas a RTP também «desvalorizou e deturpou» as posições do PCP e da CDU. Tal pode ser verificado «pela cobertura do debate quinzenal com o Primeiro-ministro na Assembleia da República» no dia 13. Na ocasião, «os diferentes partidos, com a excepção do PCP, apareceram a usar da palavra em mais do que uma circunstância». No dia seguinte, no debate parlamentar sobre segurança, o PCP foi secundarizado, apesar de ter sido o partido promotor.
No dia 17, a iniciativa realizada na Baixa da Banheira foi escondida pela RTP. Apesar de lá ter feito deslocar uma equipa de reportagem, no telejornal das 20 horas o único registo efectuado foi a afirmação de que o PCP se «recusou» a comentar o caso Freeport – coisa que tinha feito durante a semana no encontro entre o Secretário-geral do PCP com vários magistrados, no dia 13, que a RTP «também optou por esconder». A questão mais grave, lê-se na carta, é que, aparentemente, o «único critério para a presença do PCP ou da CDU nos noticiários da RTP é o seu encaixe nos temas definidos por outros».
SIC sempre ausente
A carta dirigida à SIC remete para a exibição, na noite de dia 16, de uma peça alusiva a uma iniciativa da CDU com a presença de Jerónimo de Sousa em Odivelas, que, afirma-se, foi uma «verdadeira excepção no quadro geral de discriminação» da estação em relação ao PCP. A intervenção da jornalista, na introdução e no fecho, foi «a todos os títulos injustificável», só podendo ser entendida pela «tentativa de condicionamento das opções de voto a que em breve os portugueses serão chamados».
A peça abre com a referência de que «a crise parece já ter chegado também ao número de militantes nas acções de pré-campanha do PCP», referindo-se assim ao número de participantes num comício que juntou largas centenas de pessoas. A fechar, a afirmação de que a acção em Odivelas «não contou com a cabeça de lista às eleições europeias».
Sobre estas duas afirmações, o PCP desafia a estação para que acompanhe o «vasto conjunto de iniciativas que reúnem semanalmente milhares de apoiantes e activistas do PCP e da CDU e as comparem com qualquer outra força partidária». «Se não estiverem motivados nem pelo preconceito nem por outro tipo de encomendas, chegarão à conclusão de que se há crise na participação e na militância, ela não mora no PCP.»
Quanto à ausência de Ilda Figueiredo nesta iniciativa, que tem, e a SIC sabe-o, uma «agenda própria nem sempre coincidente com a do Secretário-geral do PCP», na carta relembra-se que «se alguém tem estado ausente, tem sido a SIC, que em mais de duas semanas e meia de pré-campanha eleitoral ainda não se dignou a acompanhar e a exibir uma única peça sobre a actividade da primeira candidata da CDU ao Parlamento Europeu».
Na missiva enviada à estação pública, o PCP denuncia a acentuação da sua «política de silenciamento do PCP e da CDU, ao mesmo tempo que promove e favorece outras forças políticas», comprovada pela cobertura das iniciativas da semana de 11 a 17 de Maio.
A RTP, acusam os comunistas, «não esteve em diversas iniciativas com a presença do Secretário-geral do PCP» nem cobriu «nenhuma das iniciativas com a presença de Ilda Figueiredo», com a excepção da manifestação da CES em Madrid. Ao mesmo tempo, «foi dando voz, em diversas circunstâncias, aos candidatos de outras forças políticas».
Mas a RTP também «desvalorizou e deturpou» as posições do PCP e da CDU. Tal pode ser verificado «pela cobertura do debate quinzenal com o Primeiro-ministro na Assembleia da República» no dia 13. Na ocasião, «os diferentes partidos, com a excepção do PCP, apareceram a usar da palavra em mais do que uma circunstância». No dia seguinte, no debate parlamentar sobre segurança, o PCP foi secundarizado, apesar de ter sido o partido promotor.
No dia 17, a iniciativa realizada na Baixa da Banheira foi escondida pela RTP. Apesar de lá ter feito deslocar uma equipa de reportagem, no telejornal das 20 horas o único registo efectuado foi a afirmação de que o PCP se «recusou» a comentar o caso Freeport – coisa que tinha feito durante a semana no encontro entre o Secretário-geral do PCP com vários magistrados, no dia 13, que a RTP «também optou por esconder». A questão mais grave, lê-se na carta, é que, aparentemente, o «único critério para a presença do PCP ou da CDU nos noticiários da RTP é o seu encaixe nos temas definidos por outros».
SIC sempre ausente
A carta dirigida à SIC remete para a exibição, na noite de dia 16, de uma peça alusiva a uma iniciativa da CDU com a presença de Jerónimo de Sousa em Odivelas, que, afirma-se, foi uma «verdadeira excepção no quadro geral de discriminação» da estação em relação ao PCP. A intervenção da jornalista, na introdução e no fecho, foi «a todos os títulos injustificável», só podendo ser entendida pela «tentativa de condicionamento das opções de voto a que em breve os portugueses serão chamados».
A peça abre com a referência de que «a crise parece já ter chegado também ao número de militantes nas acções de pré-campanha do PCP», referindo-se assim ao número de participantes num comício que juntou largas centenas de pessoas. A fechar, a afirmação de que a acção em Odivelas «não contou com a cabeça de lista às eleições europeias».
Sobre estas duas afirmações, o PCP desafia a estação para que acompanhe o «vasto conjunto de iniciativas que reúnem semanalmente milhares de apoiantes e activistas do PCP e da CDU e as comparem com qualquer outra força partidária». «Se não estiverem motivados nem pelo preconceito nem por outro tipo de encomendas, chegarão à conclusão de que se há crise na participação e na militância, ela não mora no PCP.»
Quanto à ausência de Ilda Figueiredo nesta iniciativa, que tem, e a SIC sabe-o, uma «agenda própria nem sempre coincidente com a do Secretário-geral do PCP», na carta relembra-se que «se alguém tem estado ausente, tem sido a SIC, que em mais de duas semanas e meia de pré-campanha eleitoral ainda não se dignou a acompanhar e a exibir uma única peça sobre a actividade da primeira candidata da CDU ao Parlamento Europeu».