Defender a cortiça
O Grupo Parlamentar do PCP apresentou recentemente um projecto de Resolução recomendando à Autoridade para a Concorrência a «investigação aprofundada e urgente» sobre o que está a passar no «importante e estratégico» sector da cortiça. Os comunistas afirmam que têm sido informados de «situações e factos que carecem de investigação aprofundada e urgente» por parte desta entidade.
No seguimento de vários contactos mantidos entre os deputados comunistas e empresários do sector da cortiça, aqueles ficaram a saber dos estrangulamentos que muitos destes têm sido vítimas. Que têm origem na «posição e medidas de carácter monopolista que têm vindo a ser impostas pelo Grupo Amorim e empresas satélite do mesmo», quer ao nível da comercialização quer da transformação.
O PCP adianta mesmo que, segundo informações recolhidas no decorrer das suas recentes Jornadas Parlamentares, realizadas no distrito de Aveiro no início de Abril, «haverá no momento presente cerca de 600 micro, pequenos e médios empresários em risco de falência». O que significa o risco de desaparecerem 5mil postos de trabalho. Devido ao «deliberado estrangulamento à comercialização da sua produção».
A montante, acusam os comunistas, «haverá pressões e acções de intermediários junto dos produtores de cortiça visando dificultar a aquisição de matéria-prima por parte de algumas empresas e o recurso à instabilidade dos preços». Isto leva, garantem, a que haja produtores «com manifesta dificuldade no escoamento da produção da última campanha».
Por outro lado, acrescenta o grupo comunista, estão a ser utilizados «mecanismos e influências» no sentido de não permitir o normal escoamento da produção. Assim, «haverá recurso a empresas sediadas em offshores para operações de comercialização de duvidosa licitude e legalidade e a práticas de dumping com o manifesto objectivo de liquidar a concorrência». Os estrangulamentos, realça o PCP, resultarão «não tanto de instabilidade do mercado ou da chamada “crise internacional”, mas muito mais da acção deliberada de alguns para, aproveitando a conjuntura, reforçar as suas posições no sector, eliminar a concorrência e conseguir novos e injustificados apoios estatais».
No seguimento de vários contactos mantidos entre os deputados comunistas e empresários do sector da cortiça, aqueles ficaram a saber dos estrangulamentos que muitos destes têm sido vítimas. Que têm origem na «posição e medidas de carácter monopolista que têm vindo a ser impostas pelo Grupo Amorim e empresas satélite do mesmo», quer ao nível da comercialização quer da transformação.
O PCP adianta mesmo que, segundo informações recolhidas no decorrer das suas recentes Jornadas Parlamentares, realizadas no distrito de Aveiro no início de Abril, «haverá no momento presente cerca de 600 micro, pequenos e médios empresários em risco de falência». O que significa o risco de desaparecerem 5mil postos de trabalho. Devido ao «deliberado estrangulamento à comercialização da sua produção».
A montante, acusam os comunistas, «haverá pressões e acções de intermediários junto dos produtores de cortiça visando dificultar a aquisição de matéria-prima por parte de algumas empresas e o recurso à instabilidade dos preços». Isto leva, garantem, a que haja produtores «com manifesta dificuldade no escoamento da produção da última campanha».
Por outro lado, acrescenta o grupo comunista, estão a ser utilizados «mecanismos e influências» no sentido de não permitir o normal escoamento da produção. Assim, «haverá recurso a empresas sediadas em offshores para operações de comercialização de duvidosa licitude e legalidade e a práticas de dumping com o manifesto objectivo de liquidar a concorrência». Os estrangulamentos, realça o PCP, resultarão «não tanto de instabilidade do mercado ou da chamada “crise internacional”, mas muito mais da acção deliberada de alguns para, aproveitando a conjuntura, reforçar as suas posições no sector, eliminar a concorrência e conseguir novos e injustificados apoios estatais».