Saúde está primeiro
O Parlamento Europeu aprovou, dia 5, um relatório elaborado pela deputada do PCP, Ilda Figueiredo, que incide sobre as normas de comercialização da carne de aves, obrigando a Comissão Europeia a recuar.
PE chumba importação de aves contaminadas
A proposta da Comissão Europeia, apresentada ainda no primeiro semestre de 2008, tinha como principal objectivo responder a uma solicitação dos EUA que desejaria ver alteradas as normas europeias de segurança alimentar por forma a ser facilitada a importação de produtos seus.
No caso presente, o objectivo era permitir a importação de carne de aves tratada com substâncias químicas ou antimicrobianas, proposta contra a qual os deputados do PCP sempre se bateram desde o início, demonstrando os perigos daí decorrentes para a saúde pública e colocando-se na defesa dos produtores europeus que fizeram importantes investimentos para reduzir a contaminação da carne segundo a legislação europeia mais rigorosa.
As actuais normas europeias apenas permitem o tratamento das aves pelo frio, proibindo o uso de substâncias descontaminantes, prática mais barata muito usada nos Estados Unidos, apesar de os especialistas alertarem que este método apenas permite suprimir a contaminação de superfície das carcaças.
O próprio relatório da eurodeputada refere um estudo realizado pelo Centro Norte Americano para o controlo e prevenção de doenças, no qual se conclui que a utilização de substâncias antimicrobianas nos EUA não conseguiu reduzir o número de casos de infecção por listeria, salmonelas e outras bactérias.
Todavia, foi para autorizar a importação desta carne que a Comissão Europeia manteve durante meses um braço de ferro com o Parlamento Europeu, que, já em 19 de Junho de 2008, tinha aprovado uma resolução por ampla maioria de deputados de todos os grupos, apelando ao Conselho para rejeitar as pretensões do executivo de Bruxelas.
Comissão recua
Por fim, compreendendo que a relação de forças não lhe seria favorável, a Comissão Europeia decidiu retirar a sua proposta, dando razão à posição defendida desde o início pela relatora, que veio a ser ratificada pelo Plenário.
Ao contrário dos EUA, a prática seguida na União Europeia para reduzir a contaminação da carne de aves de capoeira assenta numa metodologia que engloba toda a cadeia alimentar, procedimento que continua a ser aquele que melhor defende a saúde humana.
A decisão final está agora do lado do Conselho, esperando-se que tenha em conta a posição aprovada pelo PE e defendida pela deputada comunista.
No caso presente, o objectivo era permitir a importação de carne de aves tratada com substâncias químicas ou antimicrobianas, proposta contra a qual os deputados do PCP sempre se bateram desde o início, demonstrando os perigos daí decorrentes para a saúde pública e colocando-se na defesa dos produtores europeus que fizeram importantes investimentos para reduzir a contaminação da carne segundo a legislação europeia mais rigorosa.
As actuais normas europeias apenas permitem o tratamento das aves pelo frio, proibindo o uso de substâncias descontaminantes, prática mais barata muito usada nos Estados Unidos, apesar de os especialistas alertarem que este método apenas permite suprimir a contaminação de superfície das carcaças.
O próprio relatório da eurodeputada refere um estudo realizado pelo Centro Norte Americano para o controlo e prevenção de doenças, no qual se conclui que a utilização de substâncias antimicrobianas nos EUA não conseguiu reduzir o número de casos de infecção por listeria, salmonelas e outras bactérias.
Todavia, foi para autorizar a importação desta carne que a Comissão Europeia manteve durante meses um braço de ferro com o Parlamento Europeu, que, já em 19 de Junho de 2008, tinha aprovado uma resolução por ampla maioria de deputados de todos os grupos, apelando ao Conselho para rejeitar as pretensões do executivo de Bruxelas.
Comissão recua
Por fim, compreendendo que a relação de forças não lhe seria favorável, a Comissão Europeia decidiu retirar a sua proposta, dando razão à posição defendida desde o início pela relatora, que veio a ser ratificada pelo Plenário.
Ao contrário dos EUA, a prática seguida na União Europeia para reduzir a contaminação da carne de aves de capoeira assenta numa metodologia que engloba toda a cadeia alimentar, procedimento que continua a ser aquele que melhor defende a saúde humana.
A decisão final está agora do lado do Conselho, esperando-se que tenha em conta a posição aprovada pelo PE e defendida pela deputada comunista.