Há que viabilizar a Qimonda
O PCP desafiou o Governo a não desistir da viabilização da Qimonda e, de uma vez por todas, «passar das palavras aos actos».
«De boas intenções está o Governo e o inferno cheio», afirmou na passada semana o deputado comunista Jorge Machado, em declaração política, um dia depois da administração daquela multinacional anunciar o despedimento de 600 trabalhadores e a aplicação do lay-off a 800 trabalhadores.
«Dos mais de 1700 trabalhadores que a Qimonda empregava apenas 200 se mantêm em funções», assinalou o parlamentar do PCP convicto de que todas as declarações sobre a matéria proferidas pelos governantes, em particular pelo ministro da Economia e pelo primeiro-ministro, sobre o alegado propósito de «não atirar a toalha ao tapete», não passaram afinal de tiros de pólvora seca.
«O Governo diz-se muito preocupado, anuncia que tudo está a fazer, que está empenhado em encontrar um investidor, mostra boas intenções, mas resultados zero, não se conhece uma iniciativa em concreto e a verdade é que a situação se agravou de forma preocupante», sublinhou o deputado comunista, observando que é sobre os trabalhadores que recaem as «brutais consequências» por esta situação.
Nuns casos, com a perda de postos de trabalho, o que vem agravar a «já preocupante situação de desemprego» vivida no distrito do Porto, em outros casos, com o lay-off, com repercussões no salário, implicando redobrados sacrifícios aos trabalhadores e suas famílias.
Onde pára o ministro?
Jorge Machado trouxe ainda à colação o caso da Yasaki Saltano, actualmente com 1400 trabalhadores, mais de metade das quais sujeita a lay-off, quando na década de 90 chegou a empregar mais de sete mil pessoas.
E recordou a circunstância de também esta empresa, instalada no nosso País desde 1984, ter beneficiado de um conjunto significativo de apoios nacionais e internacionais, tendo nestes anos arrecadado muitas dezenas de milhões de euros de lucros, antes de ter iniciado processos de deslocalização para o Norte de África e o Leste europeu.
«Face a uma grave crise social e de desemprego que vivemos, onde pára o senhor ministro do Trabalho», perguntou o deputado comunista para logo responder insistindo nas críticas que o PCP tem dirigido ao ministro Vieira da Silva, coordenador eleitoral do PS: «anda no seu frenesim inaugural», «a celebrar protocolos e a distribuir dinheiro, em plena pré-campanha eleitoral», a «avançar com toda a força com a propaganda».
Jorge Machado considerou ainda que estes dois exemplos de multinacionais que se instalam, recebem apoios e depois dão o fora deve levar-nos a reflectir sobre o tipo de investimento estrangeiro que queremos para o País e quais as suas consequências para o nosso desenvolvimento.
E concluiu que «podendo constituir um elemento de desenvolvimento», pode também ser «uma ameaça», como mostram as deslocalizações, a imposição de trabalho sem direitos, a baixa incorporação tecnológica ou a transferência de lucros para o estrangeiro.
Daí a pergunta deixada por Jorge Machado: «até quando vai o Governo deixar os interesses nacionais nas mãos de interesses estrangeiros?» Uma resposta que urge conhecer, tal como importa saber qual a disponibilidade do Governo para «apertar os critérios e aumentar a fiscalização do lay-off para impedir o regabofe em que este se transformou».
«De boas intenções está o Governo e o inferno cheio», afirmou na passada semana o deputado comunista Jorge Machado, em declaração política, um dia depois da administração daquela multinacional anunciar o despedimento de 600 trabalhadores e a aplicação do lay-off a 800 trabalhadores.
«Dos mais de 1700 trabalhadores que a Qimonda empregava apenas 200 se mantêm em funções», assinalou o parlamentar do PCP convicto de que todas as declarações sobre a matéria proferidas pelos governantes, em particular pelo ministro da Economia e pelo primeiro-ministro, sobre o alegado propósito de «não atirar a toalha ao tapete», não passaram afinal de tiros de pólvora seca.
«O Governo diz-se muito preocupado, anuncia que tudo está a fazer, que está empenhado em encontrar um investidor, mostra boas intenções, mas resultados zero, não se conhece uma iniciativa em concreto e a verdade é que a situação se agravou de forma preocupante», sublinhou o deputado comunista, observando que é sobre os trabalhadores que recaem as «brutais consequências» por esta situação.
Nuns casos, com a perda de postos de trabalho, o que vem agravar a «já preocupante situação de desemprego» vivida no distrito do Porto, em outros casos, com o lay-off, com repercussões no salário, implicando redobrados sacrifícios aos trabalhadores e suas famílias.
Onde pára o ministro?
Jorge Machado trouxe ainda à colação o caso da Yasaki Saltano, actualmente com 1400 trabalhadores, mais de metade das quais sujeita a lay-off, quando na década de 90 chegou a empregar mais de sete mil pessoas.
E recordou a circunstância de também esta empresa, instalada no nosso País desde 1984, ter beneficiado de um conjunto significativo de apoios nacionais e internacionais, tendo nestes anos arrecadado muitas dezenas de milhões de euros de lucros, antes de ter iniciado processos de deslocalização para o Norte de África e o Leste europeu.
«Face a uma grave crise social e de desemprego que vivemos, onde pára o senhor ministro do Trabalho», perguntou o deputado comunista para logo responder insistindo nas críticas que o PCP tem dirigido ao ministro Vieira da Silva, coordenador eleitoral do PS: «anda no seu frenesim inaugural», «a celebrar protocolos e a distribuir dinheiro, em plena pré-campanha eleitoral», a «avançar com toda a força com a propaganda».
Jorge Machado considerou ainda que estes dois exemplos de multinacionais que se instalam, recebem apoios e depois dão o fora deve levar-nos a reflectir sobre o tipo de investimento estrangeiro que queremos para o País e quais as suas consequências para o nosso desenvolvimento.
E concluiu que «podendo constituir um elemento de desenvolvimento», pode também ser «uma ameaça», como mostram as deslocalizações, a imposição de trabalho sem direitos, a baixa incorporação tecnológica ou a transferência de lucros para o estrangeiro.
Daí a pergunta deixada por Jorge Machado: «até quando vai o Governo deixar os interesses nacionais nas mãos de interesses estrangeiros?» Uma resposta que urge conhecer, tal como importa saber qual a disponibilidade do Governo para «apertar os critérios e aumentar a fiscalização do lay-off para impedir o regabofe em que este se transformou».