Fracasso da OMC é vitória dos povos
A Coordenadora Agrícola Europeia considera que o fracasso da Organização Mundial do Comércio constitui uma «vitória para todos os que denunciaram as bases da negociação» e significa a morte da recente reforma da Política Agrícola Comum, concebida a pensar na reunião de Cancún, no México.
Os principais derrotados, afirma esta organização europeia da pequena e média agricultura, são desde logo «as empresas que vêem o planeta como um simples mercado, produzindo onde fica mais barato para venderem onde for mais caro».
«A vitória de Cancún é de todas as populações que fizeram ouvir a sua voz na rua e junto dos governos, através das suas organizações camponesas agrupadas na Via Campesina, assim como dos movimentos sociais e das ONG’s agrupadas na rede O nosso mundo não está à venda ».
«A dinâmica lançada em Seattle está em marcha, apesar da repressão», salienta a Coordenadora, que é integrada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
«Após 25 anos de ideologia livre-cambista, que demonstrou total incapacidade na resolução dos problemas do planeta e mesmo no aumento da actividade económica (entre 1980 e 2000 o mundo registou uma quebra no crescimento), chegou o momento de se fazer um balanço e de se mudar de caminho.»
Para a organização, Cancún representa «uma oportunidade para os governos reverem as regras do comércio internacional, não como pedem os grandes países exportadores, quer sejam eles do Norte ou do Sul, mas como reclamam as suas populações».
O projecto alternativo que a Coordenadora defende assenta na soberania alimentar e pode ser consultado em www.tradeobservatory.org.
Por outro lado, esta estrutura nota que a posição da União Europeia era «insustentável» e que «não se mente impunemente». Em concreto, frisa que «é urgente clarificar na Europa e ao nível internacional, a questão dos preços e das ajudas agrícolas, tornadas tão confusas pela política agrícola da UE e dos EUA».
«Não podemos por um lado, exportar por abaixo dos custos de produção, o que é possível com os pagamentos directos dissociados e, ao mesmo tempo, pretender fazer crer que não perturbamos o mercado mundial», nota a Coordenadora sustentando que «as ajudas agrícolas podem ser legítimas, com a condição que estas não sirvam para se exportar a baixo preço».
A reforma da PAC, adoptada em Junho passado, «está por isso caduca. É necessário reconstruir a PAC sobre outras bases», de acordo com as propostas da Coordenadora e de diversas plataformas nacionais.
Os principais derrotados, afirma esta organização europeia da pequena e média agricultura, são desde logo «as empresas que vêem o planeta como um simples mercado, produzindo onde fica mais barato para venderem onde for mais caro».
«A vitória de Cancún é de todas as populações que fizeram ouvir a sua voz na rua e junto dos governos, através das suas organizações camponesas agrupadas na Via Campesina, assim como dos movimentos sociais e das ONG’s agrupadas na rede O nosso mundo não está à venda ».
«A dinâmica lançada em Seattle está em marcha, apesar da repressão», salienta a Coordenadora, que é integrada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
«Após 25 anos de ideologia livre-cambista, que demonstrou total incapacidade na resolução dos problemas do planeta e mesmo no aumento da actividade económica (entre 1980 e 2000 o mundo registou uma quebra no crescimento), chegou o momento de se fazer um balanço e de se mudar de caminho.»
Para a organização, Cancún representa «uma oportunidade para os governos reverem as regras do comércio internacional, não como pedem os grandes países exportadores, quer sejam eles do Norte ou do Sul, mas como reclamam as suas populações».
O projecto alternativo que a Coordenadora defende assenta na soberania alimentar e pode ser consultado em www.tradeobservatory.org.
Por outro lado, esta estrutura nota que a posição da União Europeia era «insustentável» e que «não se mente impunemente». Em concreto, frisa que «é urgente clarificar na Europa e ao nível internacional, a questão dos preços e das ajudas agrícolas, tornadas tão confusas pela política agrícola da UE e dos EUA».
«Não podemos por um lado, exportar por abaixo dos custos de produção, o que é possível com os pagamentos directos dissociados e, ao mesmo tempo, pretender fazer crer que não perturbamos o mercado mundial», nota a Coordenadora sustentando que «as ajudas agrícolas podem ser legítimas, com a condição que estas não sirvam para se exportar a baixo preço».
A reforma da PAC, adoptada em Junho passado, «está por isso caduca. É necessário reconstruir a PAC sobre outras bases», de acordo com as propostas da Coordenadora e de diversas plataformas nacionais.