Desastre do Prestige vai ser investigado
O Parlamento Europeu aprovou na terça-feira, 23, em Estrasburgo, a constituição de uma comissão de investigação às causas e consequências do acidente do petroleiro Prestige, ocorrido em Novembro último.
Num relatório aprovado no hemiciclo, os parlamentares solicitam à Conferência de Presidentes que «dê parecer favorável a qualquer pedido de constituição de uma comissão temporária que, após análise exaustiva, aprofunde o exame das causas e consequências do desastre, avalie as normas de segurança marítima em geral e o respeito da legislação da UE União Europeia».
O petroleiro naufragou a 19 de Novembro do ano passado ao largo da Galiza (norte de Espanha), derramando no mar mais de 30 mil das 77 mil toneladas de fuelóleo que transportava.
Os resultados da investigação deverão incluir medidas adicionais que considerem necessárias para «evitar a repetição de desastres como o do Prestige e respectivas consequências».
O relatório, dedicado ao reforço da segurança marítima na sequência do naufrágio do petroleiro Prestige, considera que, na sequência da ordem dada pelas autoridades espanholas para que o navio avariado fosse rebocado para alto mar, "a poluição alastrou a uma zona geográfica muito mais vasta».
«O navio só tinha perdido mil a três mil toneladas de petróleo no momento em que poderia ter sido enviado para um local de refúgio, (...) o reboque para este local teria evitado um maior derrame, evitando a contaminação generalizada e o afundamento do navio», lê-se no documento.
Os parlamentares lamentam ainda que, quase um ano depois do acidente, permaneçam ainda no navio afundado cerca de 35 mil toneladas de fueóleo e ocorra um derrame médio diário de uma tonelada, «sem que as autoridades espanholas tenham conseguido solucioná-lo definitivamente».
Entre as medidas aprovadas, os eurodeputados solicitam a criação de uma estrutura de coordenação e actuação para intervir em situações de emergência em caso de ocorrência deste tipo de acidentes e de uma frota de navios despoluidores.
Exortam ainda a Comissão Europeia a estudar a criação de zonas de separação do tráfego no Mar do Norte e no Báltico e, em particular, «nas costas atlânticas de Portugal e de Espanha», bem como a vigiar o cumprimento, pelo estados-membros, das directivas sobre segurança marítima.
A Conferência de Presidentes do PE, que integra os presidentes dos grupos europeus, tem agora um mês para se pronunciar sobre a constituição da comissão temporária.
Num relatório aprovado no hemiciclo, os parlamentares solicitam à Conferência de Presidentes que «dê parecer favorável a qualquer pedido de constituição de uma comissão temporária que, após análise exaustiva, aprofunde o exame das causas e consequências do desastre, avalie as normas de segurança marítima em geral e o respeito da legislação da UE União Europeia».
O petroleiro naufragou a 19 de Novembro do ano passado ao largo da Galiza (norte de Espanha), derramando no mar mais de 30 mil das 77 mil toneladas de fuelóleo que transportava.
Os resultados da investigação deverão incluir medidas adicionais que considerem necessárias para «evitar a repetição de desastres como o do Prestige e respectivas consequências».
O relatório, dedicado ao reforço da segurança marítima na sequência do naufrágio do petroleiro Prestige, considera que, na sequência da ordem dada pelas autoridades espanholas para que o navio avariado fosse rebocado para alto mar, "a poluição alastrou a uma zona geográfica muito mais vasta».
«O navio só tinha perdido mil a três mil toneladas de petróleo no momento em que poderia ter sido enviado para um local de refúgio, (...) o reboque para este local teria evitado um maior derrame, evitando a contaminação generalizada e o afundamento do navio», lê-se no documento.
Os parlamentares lamentam ainda que, quase um ano depois do acidente, permaneçam ainda no navio afundado cerca de 35 mil toneladas de fueóleo e ocorra um derrame médio diário de uma tonelada, «sem que as autoridades espanholas tenham conseguido solucioná-lo definitivamente».
Entre as medidas aprovadas, os eurodeputados solicitam a criação de uma estrutura de coordenação e actuação para intervir em situações de emergência em caso de ocorrência deste tipo de acidentes e de uma frota de navios despoluidores.
Exortam ainda a Comissão Europeia a estudar a criação de zonas de separação do tráfego no Mar do Norte e no Báltico e, em particular, «nas costas atlânticas de Portugal e de Espanha», bem como a vigiar o cumprimento, pelo estados-membros, das directivas sobre segurança marítima.
A Conferência de Presidentes do PE, que integra os presidentes dos grupos europeus, tem agora um mês para se pronunciar sobre a constituição da comissão temporária.